31 de julho de 2025
JUSTIÇA

STJ mantém retorno de secretário da Saúde de AL, mas não aponta se houve desvio em investigação

Corte determina que TJAL analise pedido de anulação do inquérito; mérito das suspeitas sobre contratos na Sesau ainda não foi julgado

Por Redação
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Secretário de Estado da Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes de Miranda - Foto: Divulgação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o retorno do secretário de Estado da Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes de Miranda, ao cargo, em meio a uma investigação que apura supostos desvios de recursos públicos na saúde estadual. Apesar da decisão, a Corte não analisou o mérito das acusações nem apontou se houve ou não irregularidades.

A decisão, assinada pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro e publicada nesta terça-feira (14), confirma a liminar que já havia suspendido o afastamento cautelar de 180 dias determinado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).

O STJ limitou sua análise às medidas cautelares e definiu que o pedido de anulação da investigação deve ser avaliado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Até lá, não há posicionamento da Corte Superior sobre a validade do inquérito.

A investigação da Polícia Federal apura supostos desvios em contratos emergenciais da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), firmados entre 2023 e 2025, que somariam cerca de R$ 100 milhões. Também são investigadas suspeitas de pagamentos indevidos e ressarcimentos por procedimentos médicos que não teriam sido realizados.

Segundo a PF, parte dos recursos teria sido desviada por meio de contratos com empresas fornecedoras e do setor da construção civil, além de possíveis movimentações financeiras incompatíveis e aquisição de bens de alto valor.

A defesa do secretário argumenta que a investigação teria começado sem autorização do tribunal competente e questiona a atuação da Polícia Federal, alegando ausência de recursos federais no caso. Com isso, pede a anulação de todo o processo.

O caso teve avanço após o TRF-5 reconhecer a possibilidade de incompetência para conduzir a investigação e determinar a remessa dos autos ao TJAL, que agora deverá analisar o pedido de nulidade.

Em fevereiro, o STJ já havia autorizado o retorno do secretário ao cargo, após suspender o afastamento cautelar. O Governo de Alagoas, na ocasião, afirmou confiar no andamento da Justiça.

Mesmo com as decisões judiciais sobre competência e medidas cautelares, o processo segue em curso e ainda não há definição sobre a existência ou não de desvios de recursos públicos.

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