31 de julho de 2025
MUNDO

Explosões atingem Teerã e outras cidades do Irã; hospital é danificado e pacientes são evacuados

Ataques israelenses na madrugada desta segunda (2) deixaram três mortos em Sanandaj; OMS diz que relatos de bombardeio a hospital são "extremamente preocupantes"

Por Redação
Publicado em
Bandeira da República Islâmica do Irã - Foto: Reprodução/Getty Images

Múltiplas explosões voltaram a ser ouvidas na capital do Irã, Teerã, e nas cidades de Karaj e Sanandaj na madrugada desta segunda-feira (2), em meio à escalada dos ataques de Israel contra o país. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

De acordo com a agência estatal IRNA, três pessoas morreram nos bombardeios em Sanandaj. A agência Fars News Agency também reportou explosões em algumas áreas de Teerã, enquanto a agência Tasnim relatou "várias explosões fortes" nos arredores de Karaj.

Na noite de domingo (1º), o Hospital Gandhi, localizado no norte de Teerã, foi gravemente danificado em um ataque. Imagens divulgadas pela emissora estatal IRIB mostram o exterior da unidade destruído, com destroços e vidros espalhados pela rua.

Um repórter da IRIB afirmou que pacientes, incluindo bebês, foram retirados da unidade após o bombardeio. Duas testemunhas disseram à agência Reuters que o hospital foi atingido por ataques israelenses e ficou seriamente comprometido. A CNN não conseguiu verificar as informações de forma independente.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou preocupação com o ocorrido. Em publicação no X, Tedros afirmou que a agência estava trabalhando para verificar o incidente e lembrou que "instalações de saúde são protegidas pelo direito internacional humanitário".

Os novos bombardeios ocorrem após Estados Unidos e Israel lançarem, no sábado (28), uma ofensiva coordenada contra o Irã que já deixou centenas de mortos, incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei. O Irã respondeu com ataques a bases americanas e mísseis contra Israel, aumentando a tensão em toda a região.

O Estreito de Ormuz, rota por onde passa mais de 20% do petróleo mundial, permanece fechado.

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