31 de julho de 2025
levantamento

27% dos americanos aprovam ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos

Levantamento mostra que 56% dos entrevistados consideram Trump excessivamente disposto a usar força militar; democratas e republicanos divergem

Por Redação
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Levantamento mostra que 56% dos entrevistados consideram Trump excessivamente disposto a usar força militar; democratas e republicanos divergem - Foto: Reprodução/Reuters

Uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída neste domingo (1º) revelou que apenas um em cada quatro americanos (27%) aprova os ataques dos Estados Unidos contra o Irã, iniciados no último sábado (28). O levantamento aponta ainda que 43% dos entrevistados desaprovam a ofensiva, enquanto 29% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada após o anúncio do presidente Donald Trump sobre o início de "grandes operações de combate" contra o Irã, com a promessa de aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. Cerca de nove em cada dez participantes afirmaram ter ouvido falar, pelo menos um pouco, sobre os ataques.

Percepção sobre o uso da força militar

O levantamento também avaliou a percepção dos americanos sobre a disposição de Trump em utilizar poder militar. Cerca de 56% dos entrevistados acreditam que o presidente está excessivamente disposto a recorrer à força para promover os interesses dos EUA — uma visão compartilhada por 87% dos democratas, 60% dos independentes e 23% dos republicanos.

Nos últimos meses, Trump também ordenou ataques na Venezuela, Síria e Nigéria, ampliando o escopo de ações militares no exterior.

A pesquisa ouviu 1.282 adultos nos Estados Unidos por meio de entrevistas online, realizadas entre sábado (28) e domingo (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Entenda a ofensiva contra o Irã


Na manhã de sábado (28), Trump anunciou oficialmente o início de "grandes operações de combate" contra o Irã, afirmando que os EUA "não aguentam mais" as ambições nucleares do regime iraniano. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o presidente acusou o país de rejeitar "todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares".

Diferentemente dos ataques anteriores, realizados em junho de 2025 e que duraram poucas horas, a nova ofensiva ocorreu à luz do dia — primeiro dia da semana no Irã — e, segundo fontes ouvidas pela CNN Internacional, está planejada para se estender por vários dias.

De acordo com a CNN, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, estava entre os alvos da primeira onda de ataques, juntamente com outras lideranças do regime.

Retaliação iraniana


Em resposta à ofensiva, o Irã lançou uma onda de ataques sem precedentes contra alvos em diferentes países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas. Explosões foram registradas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Israel também anunciou ter realizado ataques contra o Irã em coordenação com a ofensiva liderada pelos Estados Unidos.