31 de julho de 2025
decisão

Abimaq rejeita retaliação e cobra socorro de crédito para o setor industrial

Associação se reúne com o governo Lula, pede ampliação do "Brasil Soberano" e defende diplomacia empresarial frente às novas taxas de Trump

Por Redação
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Diversificação dos destinos das exportações tem ajudado a compensar a redução das vendas para os Estados Unidos, diz Abimaq - Foto: Celso Tavares/G1

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) posicionou-se contrária à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta ao novo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Em reunião realizada nesta terça-feira (21) em Brasília com o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes da Fazenda e do MDIC, a entidade argumentou que retaliar com novas barreiras comerciais é um erro e defendeu o diálogo diplomático aliado a socorro de crédito.

"A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", declarou o presidente da Abimaq, José Velloso, ao sair do encontro.

Perda de competitividade específica

A apreensão do setor industrial decorre da natureza pontual da nova sobretaxa de 25% aplicada diretamente sobre o Brasil com base na Seção 301. Enquanto tarifas gerais de alcance amplo impactam todos os fornecedores estrangeiros de forma igualitária, as sanções exclusivas encarecem o maquinário brasileiro perante os próprios concorrentes diretos que atuam dentro do mercado americano.

As pleitos e trunfos da indústria nacional

Para conter a perda de margem no mercado norte-americano, o setor industrial apresentou três demandas prioritárias e apontou o desempenho atual da balança comercial:

  • Ampliação do Brasil Soberano: O setor pede o fortalecimento das linhas de crédito e financiamento do programa governamental voltado a empresas atingidas pelas barreiras externas.
  • Abertura de novos mercados: Foco em diversificar destinos de exportação para diluir a dependência do comprador americano.
  • Ganho de competitividade interna: Adoção de medidas estruturantes que reduzam o "Custo Brasil" para a indústria nacional de bens de capital.
  • Recorde de exportações: A despeito dos entraves tarifários, as vendas externas do setor cresceram 12% nos últimos 12 meses, registrando o maior patamar histórico de embarques.

O governo federal prometeu analisar as reivindicações e mapear o tamanho do prejuízo para calibrar o aporte financeiro ao programa Brasil Soberano nos próximos dias. A taxação dos EUA começa a vigorar nesta quarta-feira (22).