Opep+ anuncia aumento na produção de petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz e escalada da guerra no Oriente Médio
Oito países-membros decidiram elevar a oferta em 206 mil barris por dia a partir de abril; preço do barril chegou a US$ 73, maior nível desde julho
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciou neste domingo (1º) um aumento na produção de petróleo em 206 mil barris por dia, a partir de abril de 2026. A decisão foi tomada durante reunião virtual de oito países-membros — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — e ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio, que afetou diretamente a principal rota de escoamento do combustível na região.
O anúncio reverte parcialmente os cortes de 1,65 milhão de barris por dia estabelecidos em abril de 2023. Segundo comunicado oficial, a medida leva em conta as condições e perspectivas do mercado global de petróleo, impactado pela instabilidade geopolítica.
Estreito de Ormuz fechado e preços em alta
A decisão da Opep+ foi motivada pela interrupção das exportações que passam pelo Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e fechado por questões de segurança no último sábado (28), após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o país persa. Pelo estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, passam mais de 20% do fornecimento global de petróleo.
De acordo com agências internacionais, centenas de navios de transporte de petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL) estão parados na região. Pelo menos 150 petroleiros ancoraram em águas abertas do Golfo Pérsico, enquanto dezenas de outras embarcações aguardam do outro lado do estreito uma solução para a crise.
A tensão já havia se refletido nos preços do petróleo na sexta-feira (27), quando o barril atingiu US$ 73, o maior valor desde julho. A escalada dos ataques no sábado aprofundou a preocupação do mercado com o abastecimento global.