31 de julho de 2025
CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

EUA negam que porta-aviões tenha sido atingido pelo Irã e confirmam morte de três militares em ataques

Centcom publica imagens de caças decolando do USS Abraham Lincoln e afirma que mísseis iranianos "não chegaram nem perto"; conflito já deixou centenas de mortos, incluindo o líder supremo do Irã

Por Redação
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EUA negam que mísseis do Irã atingiram porta-aviões Abraham Lincoln - Foto: Reprodução/U.S. Navy/ Reuters

Os Estados Unidos negaram neste domingo (1º) que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis balísticos lançados pelo Irã. A embarcação foi enviada para a costa do Oriente Médio para reforçar os ataques contra o país persa, iniciados no último sábado (28), e segue em operação na região.

De acordo com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã, quatro mísseis teriam atingido o navio norte-americano. No entanto, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do porta-aviões em suas redes sociais e afirmou que os mísseis "não chegaram nem perto".

"O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano", diz o texto divulgado pelo comando militar.

O Centcom também informou que três militares dos Estados Unidos morreram e outros cinco tiveram ferimentos graves durante os ataques ao Irã. "Vários outros" militares sofreram ferimentos leves e devem retornar ao conflito nos próximos dias.

Os bombardeios coordenados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já deixaram centenas de mortos em território iraniano, incluindo altas autoridades do regime. Entre os mortos está o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Ainda neste domingo, foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Segundo o jornal estatal Tehran Times, o conselho é composto pelos chefes dos três Poderes: o presidente Masoud Pezeshkian (Executivo), o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O conflito já provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa mais de 20% do petróleo mundial, e levou a Opep+ a anunciar um aumento na produção de petróleo para estabilizar o mercado.

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