31 de julho de 2025
SANTA CATARINA

Pretinha, companheira de cão Orelha, morre um mês após agressão que matou amigo em Florianópolis

Cadela foi resgatada após caso de crueldade contra Orelha, mas não resistiu a falência renal e dirofilariose; tutor desabafa: "Houve luta até o fim"

Por Redação
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Pretinha foi resgatada e estava internada para tratamento veterinário - Foto: Reprodução/brunoducatt/Instagram

A cadela Pretinha, que vivia nas ruas da Praia Brava com o cão comunitário Orelha, morreu nesta segunda-feira (9), pouco mais de um mês após a morte trágica do companheiro. Ela estava em tratamento veterinário desde que foi resgatada, mas não resistiu a um quadro de falência renal agravado por dirofilariose (verme do coração).

Orelha foi vítima de maus-tratos no dia 4 de janeiro, em Florianópolis (SC). Agredido com um golpe na cabeça — possivelmente um chute ou objeto rígido —, o cão não sobreviveu. A Polícia Civil identificou um adolescente como autor do crime, após analisar mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança. O caso gerou comoção nacional.

Pretinha foi resgatada pelo empresário Bruno Ducatti, que relatou em uma carta aberta a luta para salvá-la. "Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país", escreveu.

Apesar de internação, exames e medicação, a cadela não resistiu. "Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim", afirmou o tutor, que também expressou frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la.

Ducatti reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes para animais comunitários e punição para casos de crueldade. A Polícia Civil já concluiu o inquérito do caso Orelha e pediu a internação do adolescente envolvido, medida equivalente à prisão para menores de idade.

"Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós", finalizou o tutor.

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