Pretinha, companheira de cão Orelha, morre um mês após agressão que matou amigo em Florianópolis
Cadela foi resgatada após caso de crueldade contra Orelha, mas não resistiu a falência renal e dirofilariose; tutor desabafa: "Houve luta até o fim"
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A cadela Pretinha, que vivia nas ruas da Praia Brava com o cão comunitário Orelha, morreu nesta segunda-feira (9), pouco mais de um mês após a morte trágica do companheiro. Ela estava em tratamento veterinário desde que foi resgatada, mas não resistiu a um quadro de falência renal agravado por dirofilariose (verme do coração).
Orelha foi vítima de maus-tratos no dia 4 de janeiro, em Florianópolis (SC). Agredido com um golpe na cabeça — possivelmente um chute ou objeto rígido —, o cão não sobreviveu. A Polícia Civil identificou um adolescente como autor do crime, após analisar mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança. O caso gerou comoção nacional.
Pretinha foi resgatada pelo empresário Bruno Ducatti, que relatou em uma carta aberta a luta para salvá-la. "Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país", escreveu.
Apesar de internação, exames e medicação, a cadela não resistiu. "Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim", afirmou o tutor, que também expressou frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la.
Ducatti reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes para animais comunitários e punição para casos de crueldade. A Polícia Civil já concluiu o inquérito do caso Orelha e pediu a internação do adolescente envolvido, medida equivalente à prisão para menores de idade.
"Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós", finalizou o tutor.