31 de julho de 2025
Caso cão Orelha

Moradora admite ter espalhado informação falsa sobre agressão ao cão Orelha

Em depoimento obtido pelo Fantástico, mulher diz que publicou relato sem ver vídeo e afirma: “eu pequei por ter acreditado”

Por redação
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Caso é investigado como maus-tratos seguidos de morte. - Foto: Divulgação

Uma moradora admitiu à polícia que foi responsável pela primeira postagem nas redes sociais que mencionava um suposto vídeo do espancamento do cão comunitário Orelha — registro que nunca existiu. O depoimento foi obtido e divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Segundo a investigação, a mulher afirmou que publicou a informação após ouvir o comentário de uma conhecida em uma rede social, sem ter visto qualquer imagem que comprovasse a agressão. Ela disse ter acreditado que um porteiro teria filmado adolescentes agredindo o animal e que, depois, teria sido coagido a apagar o material.

“Partiu de mim o post que contou, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto. Quando percebi que começou a viralizar e falaram em represálias contra crianças, eu vi que isso não era certo”, declarou a moradora em depoimento.

Questionada pela polícia, ela confirmou que nunca assistiu ao suposto vídeo. “Essa parte eu pequei, porque não deveria ter acreditado”, afirmou.

Investigação segue
O caso do cão Orelha é investigado como maus-tratos seguidos de morte. O animal, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, foi encontrado ferido no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. Um laudo indireto apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente.

O relatório foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, e a Polícia Civil solicitou a internação de um adolescente. Outros três jovens que chegaram a ser citados inicialmente foram descartados da investigação.