31 de julho de 2025
Nas redes sociais

Delegado-geral de SC rebate ataques e esclarece papel na investigação da morte do cão Orelha

O caso do cão comunitário Orelha tem gerado intensa repercussão pública; delegado reforça que não conduz diretamente o inquérito e alerta para ameaças a familiares e investigadores

Por Redação
Publicado em
Delegado-geral de SC rebate ataques e esclarece papel na investigação da morte do cão Orelha - Foto: Reprodução

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, usou suas redes sociais para rebater ataques e desinformação relacionados à investigação da morte do cão comunitário Orelha. Ele afirmou estar sendo alvo de notícias distorcidas e de ameaças contra sua família e contra membros da equipe que conduz o inquérito.

“Não iria me manifestar, pois não sou e nunca fui presidente da investigação, mas diante de reiterados ataques e ameaças, afirmo e reafirmo, por justiça e transparência”, escreveu o delegado.

Gabriel destacou que não preside a investigação, que está sob responsabilidade dos delegados Renan e Mardjoli Valcareggi, e reiterou apoio total à equipe. Ele também negou qualquer relação pessoal com o advogado Alexandre Kale, delegado aposentado que atua na defesa de um dos adolescentes investigados.

O delegado aproveitou para esclarecer rumores sobre uma mulher mencionada nas redes sociais por ter o mesmo sobrenome de investigados: “Ela não é irmã nem parente de investigados no caso Orelha, muito menos testemunha. Apenas tem o mesmo sobrenome, como muitas pessoas neste estado e neste país”, afirmou.

O pronunciamento ocorre em meio a um debate público acirrado sobre o caso, intensificado após a divulgação de um vídeo pela defesa de um dos adolescentes. As imagens mostram Orelha caminhando pela Praia Brava, em Florianópolis, no dia 4 de janeiro, após o horário estimado para a agressão que causou sua morte.

Segundo a defesa, o vídeo compromete a cronologia apresentada pela investigação. A Polícia Civil, no entanto, confirma que o animal nas imagens é Orelha e que a lesão na cabeça evoluiu ao longo de cerca de dois dias, levando à morte do cão durante atendimento veterinário em 5 de janeiro.

O inquérito foi concluído em 3 de fevereiro e encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo o documento, houve envolvimento de adolescentes no crime. A polícia pediu a internação de um jovem e indiciou três adultos por coação a testemunha.