31 de julho de 2025
protestos cão Orelha

Manifestantes cobram justiça por morte do cão Orelha enquanto delegado é investigado

Entre as reivindicações estão esclarecimentos sobre as diligências, respostas concretas sobre o andamento inquérito e federalização do caso

Por Paula Tabosa
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A mobilização reuniu ativistas da causa animal vindos de São Paulo. - Foto: Adreiana Cardoso

Cerca de 100 manifestantes realizaram, na tarde desta terça-feira (10), mais um protesto pedindo justiça pela morte do cão Orelha, em Florianópolis. Desta vez, o ato ocorreu em frente ao complexo da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), localizado na Avenida Ivo Silveira, na região Continental da Capital.

Com faixas e cartazes, os participantes entoavam o coro “Fala, Delegado”, cobrando providências do Delegado-Geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, que tem se pronunciado publicamente sobre o caso. A mobilização reuniu ativistas da causa animal vindos de São Paulo, que chegaram à cidade em uma caravana com dois ônibus.

O grupo afirma buscar mais transparência e agilidade nas investigações. Entre as reivindicações estão esclarecimentos sobre as diligências já realizadas, respostas concretas sobre o andamento do inquérito e a federalização do caso, ou seja, que a apuração passe a ser conduzida pela Polícia Federal.

A manifestação foi encerrada por volta das 15h. Para a noite, os ativistas anunciaram um ato simbólico na Praia Brava, no Norte da Ilha, local onde o animal foi morto. A homenagem prevê o acendimento de 350 velas na faixa de areia.

Paralelamente às manifestações, o delegado-geral Ulisses Gabriel passou a ser investigado por supostos crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa, relacionados ao caso Orelha. A investigação foi instaurada pela 40ª Promotoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), responsável pelo controle externo da atividade policial no Estado.

Segundo o MPSC, o procedimento apura se houve divulgação indevida de informações sigilosas da investigação, o que poderia gerar benefício por informação privilegiada ou colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado. O órgão também analisa se houve uso de publicidade oficial para promoção pessoal do delegado, que é filiado a partido político e tem intenção declarada de disputar cargo eletivo.