Teresa Leitão defende início imediato de debate sobre chapa do PT em Pernambuco para 2026
Petista alerta que indefinição pode confundir eleitorado e fragilizar união da esquerda
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A senadora Teresa Leitão (PT) voltou a defender que o Partido dos Trabalhadores inicie o quanto antes o debate sobre a composição da chapa majoritária em Pernambuco para as eleições de 2026. Em Brasília, a petista afirmou que a indefinição pode gerar confusão no eleitorado de esquerda e comprometer a organização do campo progressista no estado. “A gente não precisa anunciar apoio agora, dizer que vai apoiar A ou B, mas é fundamental iniciar o debate. Não é ansiedade nem pressa. É organização política”, afirmou.
A senadora ressaltou a importância de fortalecer a unidade da federação, composta também por PV e PCdoB, lembrando que o voto de um partido ajuda a eleger candidatos dos demais. Nesse contexto, defendeu reciprocidade na formação das chapas proporcionais, citando que, na eleição passada, o PT teve votação expressiva, mas acabou elegendo o mesmo número de parlamentares que os demais partidos da federação.
“Definimos convidar a federação para começar a fazer esses debates. Primeiro, para a configuração das chapas proporcionais, tanto a chapa federal quanto a chapa estadual, e abrir o jogo, ter sinceridade. Dizer o que é que tem, como é que essa chapa pode ser formada. Na eleição passada, o PT sozinho teve um pouquinho mais dos votos do PCdoB e do PV e, no entanto, elegeu a mesma quantidade de parlamentares. Então, tem que haver também reciprocidade”, avaliou Teresa.
A senadora também foi questionada sobre as posições divididas do partido no estado, já que há petistas integrando tanto o governo do prefeito do Recife, João Campos, quanto o da governadora Raquel Lyra (PSD).
“Tem uma diferença nisso. Não são petistas que fazem parte da gestão de João Campos, é o PT que faz parte da gestão de João Campos, porque deliberou internamente e tornou pública essa deliberação de apoiá-lo para prefeito em 2024. Se tem algum petista na gestão de Raquel, é por ele. Inclusive, teve um que teve que sair do PT para poder ocupar um cargo de mais destaque e saiu”, lembrou.
Ao comentar a relação do PT com João Campos e Raquel Lyra, Teresa avaliou o posicionamento nacional dos partidos. Segundo ela, o PT tem hoje maior convergência com o PSB do que com o PSD em torno do presidente Lula. “O PSB já tirou posição de apoio ao presidente Lula. O PSD não tem, pelo contrário, pode até lançar candidato de oposição. A gente tem que ir ajustando as coisas, como fez na eleição passada”, afirmou.
Sobre a disputa pelo Senado, Teresa citou que, além da possível reeleição de Humberto Costa, outros nomes estão colocados, entre eles o ministro Silvio Costa Filho, cuja proximidade com Lula pode fortalecer sua candidatura. Ainda assim, defendeu que a construção seja coletiva, ouvindo o presidente e as lideranças locais, como o prefeito João Campos.
“A gente quer uma chapa que seja 100% comprometida com o projeto do presidente Lula. Não queremos uma chapa dividida”, enfatizou.