Polícia pede internação de adolescente e indicia adultos por morte do cão Orelha em SC
Inquérito conclui envolvimento de menores e adultos; processo tramita em segredo de Justiça
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A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu nesta terça-feira (3/2) a investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito indicou a participação de adolescentes no crime. A corporação pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação de testemunha.
As investigações sobre outro caso de agressão a animal, envolvendo o cão Caramelo, também foram finalizadas, com quatro adolescentes representados. Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Durante a apuração, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes suspeitos investigados. Entre as provas, estavam a roupa utilizada pelo autor, registrada em filmagens, e mais de 1 mil horas de gravações de 14 equipamentos de vídeo na região. A PCSC também usou software francês para analisar a localização do responsável no momento do ataque fatal ao cão.
Caso Orelha
Orelha, um cão comunitário, era conhecido por moradores e turistas da Praia Brava, onde vivia há mais de dez anos. Frequentava pescarias, festas e posava para fotos. Ele foi visto pela última vez em 4 de janeiro e encontrado agonizando embaixo de um carro, com lesões na cabeça e no olho esquerdo, além de desidratação e ausência de reflexos. Recebeu tratamento, mas não resistiu.
No dia 26 de janeiro, dois adolescentes e um adulto foram alvo de mandados de busca e apreensão. Na mesma data, um advogado e dois empresários foram indiciados por coação de testemunha. Em 28 de janeiro, outros dois adolescentes tiveram os celulares apreendidos após desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, durante o cumprimento de novos mandados.