31 de julho de 2025
SANTA CATARINA

Pai de adolescente investigado por morte de cão Orelha diz que filho 'tem que responder' se culpa for provada

Familiares de um dos quatro jovens suspeitos afirmam que viagem aos EUA estava prevista antes do caso. Polícia já ouviu mais de 20 testemunhas e analisou mil horas de imagens

Por Redação
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Pai de adolescente investigado por morte de cão Orelha - Foto: Reprodução/Globo

Em entrevista ao Fantástico, o pai de um dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), afirmou que não "passa a mão na cabeça" do filho e que ele deverá ser responsabilizado caso sua participação no crime seja comprovada. O homem, que não teve a identidade divulgada, pediu, no entanto, que as acusações sejam provadas.

"A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada", declarou. "A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas."

Dois dos quatro adolescentes suspeitos, que viajaram aos Estados Unidos após o início das investigações, retornaram ao Brasil nesta semana. Segundo suas famílias, a viagem já estava programada com a escola antes do caso vir à tona. Ao desembarcar, tiveram seus celulares apreendidos pela polícia para perícia. A Polícia Científica agora busca dados nos aparelhos que possam auxiliar nas investigações.

O delegado Renan Balbino, titular da Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei, informou que a polícia já ouviu mais de 20 testemunhas e analisou cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da Praia Brava, onde o cachorro foi encontrado morto. A suspeita sobre os jovens surgiu de um "fecho de indícios convergentes", embora não existam imagens do momento exato da agressão.

advogado Rodrigo Duarte da Silva, que defende duas das famílias envolvidas, ecoou o discurso do pai, reforçando o pedido por celeridade e justiça. "Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados", afirmou. "E, se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição (...), que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade."

Devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que protege a identidade de menores envolvidos em atos infracionais, os nomes dos quatro jovens não podem ser divulgados. A investigação segue em andamento para apurar todas as circunstâncias da morte do animal.

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