31 de julho de 2025
ECONOMIA

Reforma do Imposto de Renda entra em vigor hoje: veja quem fica isento e quem paga mais

Nova lei isenta quem ganha até R$ 5 mil e cria imposto mínimo para alta renda; mudança no salário é imediata, mas declaração de 2026 ainda segue regras antigas

Por Redação
Publicado em
Confira as mudanças no Imposto de Renda em 2026. - Foto: Reprodução

Uma das principais mudanças tributárias dos últimos anos começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026: a reforma do Imposto de Renda (IR). A nova lei promete alívio para cerca de 15 milhões de brasileiros e aumenta a carga para a alta renda. Confira o que muda no seu bolso a partir de agora.

Quem SAI do IR (ou paga menos)

  • Isenção total: Quem ganha até R$ 5.000 por mês fica 100% isento. Antes, a isenção ia apenas até R$ 3.036.
  • Alívio gradual: Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá um desconto decrescente no imposto devido. Exemplo: um salário de R$ 6.500 pode gerar uma economia de cerca de R$ 1.470 por ano.
  • Impacto imediato: A redução ou fim da retenção na fonte vale já para o salário de janeiro (pago em jan/fev).

Quem PAGA MAIS IR

  • Imposto Mínimo (IRPFM): Pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês) passarão a pagar uma alíquota progressiva de até 10%. Afetará cerca de 141 mil contribuintes, segundo o governo.
  • Tributação de Dividendos: Dividendos superiores a R$ 50 mil por mês pagos por uma única empresa terão retenção de 10% na fonte. A maioria dos pequenos investidores não será impactada.

Pontos de Atenção Importantes

  • Declaração de 2026 (ano-base 2025): Nada muda. Ela seguirá as regras antigas. Quem ficou isento em 2026 ainda precisará declarar em 2027, referente ao ano-base 2026.
  • Efeito Completo: O cálculo final do imposto mínimo (IRPFM) e os ajustes com a nova tabela só ocorrerão na Declaração de 2027 (ano-base 2026).
  • Dividendos Antigos: Dividendos relativos a lucros de até 2025 só mantêm a isenção se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

A reforma busca equilibrar o sistema, desonerando a base e aumentando a progressividade para as faixas de maior renda. As mudanças no salário são imediatas, mas os desdobramentos completos só serão sentidos no ciclo do IR dos próximos anos.

Leia também