31 de julho de 2025
política

Marina Silva questiona Tarcísio por apoio a Trump e uso de boné “Make America Great Again”

Ex-ministra criticou posicionamento do governador de SP durante evento em Catanduva e citou episódio em que ele apareceu com símbolo ligado ao presidente norte-americano

Por Redação
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A fala de Marina também foi uma resposta às críticas feitas recentemente por Tarcísio sobre sua trajetória política e a da ex-ministra Simone Tebet (PSB). - Foto: Reprodução

A ex-ministra e deputada federal Marina Silva (Rede) criticou nesta sexta-feira (17) o posicionamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante um evento do pré-candidato Fernando Haddad (PT), em Catanduva, no interior paulista, Marina questionou o apoio de Tarcísio ao líder norte-americano e relembrou o episódio em que o governador apareceu usando um boné com a frase “Make America Great Again” (“Torne a América grande novamente”), lema associado a Trump.

“Tem que se explicar porque botou o chapéu do adversário e porque é amigo de quem é inimigo do povo brasileiro”, afirmou Marina durante o discurso.

O comentário faz referência à publicação feita por Tarcísio em janeiro de 2025, quando ele comemorou a posse de Trump utilizando o acessório. O governador paulista já declarou publicamente apoio ao presidente dos Estados Unidos.

A fala de Marina também foi uma resposta às críticas feitas recentemente por Tarcísio sobre sua trajetória política e a da ex-ministra Simone Tebet (PSB).

O governador afirmou que as duas não teriam iniciado suas carreiras políticas em São Paulo e questionou a atuação delas no estado. Marina nasceu no Acre, onde exerceu mandatos políticos antes de se tornar deputada federal por São Paulo. Tebet iniciou sua carreira no Mato Grosso do Sul.

Em resposta, Simone Tebet afirmou que mora e paga impostos em São Paulo há anos e rebateu as declarações do governador.

As críticas de Marina ocorreram poucos dias após o anúncio de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, medida atribuída a uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais a empresas norte-americanas.

O tema ampliou o debate político entre aliados e opositores de Tarcísio sobre sua relação com o governo de Donald Trump.