31 de julho de 2025
meio ambiente

Como será a Terra no século XXII? Cientistas preveem enchentes, secas e carne cultivada em laboratório

Estudo aponta que aumento das temperaturas pode transformar ecossistemas, intensificar secas e enchentes e impulsionar novas tecnologias alimentares

Por Redação
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Enchente e carne cultivada em laboratório - Foto: Domingos Peixoto e Divulgação/Aleph Farms (foodtech israelense)

Um futuro marcado por mudanças profundas no clima e na forma como a humanidade produz alimentos pode se tornar realidade caso o aquecimento global continue avançando. Essa é a projeção de um estudo conduzido por cientistas da Universidade Macquarie, em Sydney, na Austrália.

A pesquisa, publicada no Australian Journal of Botany, analisou possíveis cenários para os ecossistemas no ano de 2100 e avaliou impactos de um aumento de até 4°C na temperatura média do planeta, além de níveis elevados de dióxido de carbono na atmosfera.

Embora o estudo tenha como foco os biomas australianos, os pesquisadores afirmam que as conclusões podem ser aplicadas a diferentes regiões do mundo.

Clima extremo e impactos ambientais

Segundo os cientistas, o avanço das mudanças climáticas pode provocar um aumento na frequência de eventos extremos, como ondas de calor, períodos prolongados de seca, enchentes e incêndios florestais.

Essas alterações poderiam causar grandes impactos na biodiversidade, com a destruição de habitats, deslocamento de populações e ameaça a diversas espécies de animais e plantas.

Mudanças na alimentação

Com a pressão sobre os sistemas tradicionais de produção agrícola e pecuária, os pesquisadores apontam que tecnologias de cultivo celular e produção de alimentos em laboratório podem se tornar alternativas cada vez mais utilizadas no futuro.

A pesquisa cita que carnes cultivadas e produtos semelhantes ao leite já estão em desenvolvimento em diferentes países. Algumas nações, como Estados Unidos, Singapura e Israel, já possuem iniciativas relacionadas à produção de carne a partir de células animais.

Redução das emissões é apontada como solução

Estudos climáticos indicam que a redução do uso de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, será essencial para limitar os impactos do aquecimento global.

O Acordo de Paris estabelece como objetivo manter o aumento da temperatura média global próximo de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, considerado um limite importante para preservar o equilíbrio dos ecossistemas e reduzir riscos ambientais nas próximas décadas.