Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo na GloboNews
Servidor da Câmara interrompe entrevista sobre o PL da Dosimetria, gera reação imediata e é desligado por ordem de
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O assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado nesta quinta-feira (30) após invadir uma transmissão ao vivo do programa Estúdio i, da GloboNews, proferir um xingamento e pedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
O episódio aconteceu nos momentos finais da entrevista que reunia os deputados Cabo Gilberto Silva, líder da oposição, e Lindbergh Farias, vice-líder do governo. O debate girava em torno da derrubada do veto ao chamado PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Durante a resposta de Cabo Gilberto, o assessor se aproximou por trás e interrompeu a transmissão ao vivo. “Anistia é o caralho, Lula reeleito”, gritou antes de deixar o enquadramento da câmera. A reação do parlamentar foi imediata, criticando a atitude e afirmando que o episódio demonstrava intolerância política.
Após a confusão, Barros foi abordado e encaminhado à Polícia Legislativa da Câmara. Em nota, a liderança da oposição classificou o ato como “covardia e desrespeito”, destacando que o envolvido era servidor público e utilizou a estrutura da Casa para manifestação política.
A invasão ocorreu no mesmo dia em que o Congresso Nacional derrubou o veto de Lula ao projeto conhecido como PL da Dosimetria. A proposta permite a revisão de penas aplicadas a condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
Na votação, foram registrados 318 votos favoráveis à derrubada do veto na Câmara e 49 no Senado — números superiores ao mínimo necessário. O resultado foi interpretado por parlamentares como mais uma derrota política do governo na semana, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
O texto aprovado estabelece que, em casos envolvendo crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, seja aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo proporcional. Também prevê redução de pena para réus que participaram dos atos sem exercer liderança ou financiamento.
Segundo estimativas, a medida pode beneficiar centenas de condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por questões de saúde.
O projeto segue agora para promulgação e ainda pode ser questionado no Supremo Tribunal Federal.