31 de julho de 2025

Evasão no Cepa chega a 79% em seis anos; professores temem fechamento de escolas e cobram solução da Seduc

Dados da Escola Moreira e Silva mostram queda de 2.077 alunos em 2019 para 431 em 2026; Sinteal agenda reuniões com MP e Secretaria de Educação

Por Redação
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Sinteal busca solução para evitar esvaziamento do CEPA e aciona Ministério Público - Foto: Reprodução

A evasão escolar que ocorre há seis anos no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa) é um dos desafios enfrentados no complexo de escolas que tem ensino integral e técnico. Um levantamento feito por professores da Escola Estadual Moreira e Silva mostra a dimensão do problema: em 2019, a unidade tinha 2.077 alunos matriculados. Com o início do período integral, em 2020, esse número caiu para 1.627. Agora, em 2026, são apenas 431 estudantes — uma redução de 79,25%.

Uma comissão de professores e gestores convocou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) na última terça-feira (3), na Escola Princesa Isabel, para intermediar uma solução e impedir o esvaziamento do Cepa. O temor é o fechamento do complexo e a devolução dos profissionais da educação para outras unidades.

O professor Bruno alertou: "A gente vem numa redução drástica de matrículas anualmente".

O presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, informou que já marcou audiência com o Ministério Público para esta sexta-feira (6) e com a secretária de Educação, Roseane, para buscar uma solução.

"Conseguimos agendar uma reunião com a secretária, onde iremos discutir as questões relacionadas ao Cepa. Temos outras escolas em outros municípios que também precisam de atenção especial. O fato é que é uma preocupação muito grande inclusive com a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores, que com toda essa pressão estão adoecendo ainda mais. Esperamos ter respostas efetivas nos próximos dias", afirmou.

Izael reforçou que a luta não é apenas dos docentes. "Quando diminui os estudantes de uma escola, o conjunto de profissionais é prejudicado, essa comunidade escolar é prejudicada. Por um Cepa forte, por um Cepa pujante como sempre foi, nós continuaremos na luta", declarou.

A professora Renata Silva apontou que "a matrícula tem sido reduzida e, às vezes, a sensação que a gente tem é que existe, sim, uma intencionalidade estadual para reduzir a matrícula no Cepa".

O professor Edson chamou atenção para as mudanças com a implantação do novo sistema: "Depois da implantação de ensino integral, hoje nós temos uma evasão muito grande. Há comprovações, há estudo que alguns professores fizeram, e pode comprovar que esse problema que está acontecendo é justamente depois dessa implantação".

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