31 de julho de 2025
para restringir o poder

Democratas pressionam por votação para barrar ataque de Trump ao Irã sem aval do Congresso

Tim Kaine classifica possível ação militar como "guerra ilegal" e busca apoio para resolução sobre poderes de guerra; iniciativa divide opiniões no partido

Por Redação
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Projeto de lei visa restringir a capacidade do presidente Donald Trump de lançar uma ação militar contra o Irã sem a aprovação prévia do Legislativo - Foto: Reprodução/TV Globo

O senador democrata Tim Kaine (Virgínia) intensificou, neste domingo (1º), a pressão sobre seus colegas no Congresso para que apoiem um projeto de lei que visa restringir a capacidade do presidente Donald Trump de lançar uma ação militar contra o Irã sem a aprovação prévia do Legislativo.

Em entrevista ao programa "Fox News Sunday", Kaine, que integra as influentes Comissões de Serviços Armados e de Relações Exteriores, classificou uma eventual ofensiva sem aval congressual como "guerra ilegal". O senador afirmou que sua resolução sobre poderes de guerra está pronta para votação ainda esta semana.

"Estou incentivando meus colegas a exercerem o poder constitucional conferido ao Poder Legislativo", declarou Kaine, acrescentando não ter visto qualquer informação de inteligência que sugira uma "ameaça iminente do Irã que justifique enviar nossos filhos e filhas para a guerra".

A iniciativa do senador pela Virgínia ganhou o apoio imediato de outros nomes de peso do Partido Democrata. O senador Adam Schiff (Califórnia), em entrevista à ABC, instou o Congresso a retornar dos trabalhos "o mais rápido possível e votar a resolução sobre poderes de guerra".

Divisão no partido


Apesar do movimento unificado de algumas lideranças, a proposta encontrou resistência dentro da própria legenda. O senador Mark Kelly (Arizona), membro da Comissão de Inteligência, adotou um tom mais cauteloso ao ser questionado sobre seu voto no programa "Meet the Press", da NBC.

"Vou ter que analisar a situação com atenção e quero ouvir da Casa Branca qual é a estratégia deles daqui para frente", ponderou Kelly.

Na Câmara dos Representantes, onde tramita uma iniciativa semelhante, o cenário também é de indefinição. O deputado democrata Ro Khanna (Califórnia) previu à NBC que a votação será "muito apertada". Apesar da expectativa de que todos os democratas votem a favor, Khanna reconheceu que o resultado está longe de ser garantido.

"Será muito apertada, mas acredito que todos os democratas votarão a favor", afirmou.

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