Vereadores cobram Governo de Alagoas por atendimento a pacientes com câncer e situação do HGE
Parlamentares criticaram a falta de leitos para pacientes oncológicos e cobraram melhorias na rede estadual de saúde durante a primeira sessão após o recesso
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A situação da saúde pública em Alagoas, com foco no atendimento a pacientes oncológicos e na estrutura do Hospital Geral do Estado (HGE), dominou os debates da sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió nesta terça-feira (21), a primeira após o recesso parlamentar.
O tema foi levado ao plenário pelo vereador David Empregos, que afirmou haver dificuldades para encaminhar pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer aos hospitais da rede estadual.
Segundo o parlamentar, atualmente o Hospital Universitário (HU) tem concentrado o atendimento desses pacientes, mesmo enfrentando limitações na oferta de leitos.
"Se um paciente estiver em uma UPA com suspeita ou diagnóstico de câncer, o HGE não recebe, o Hospital Metropolitano também não recebe e o Hospital do Coração também não recebe. Hoje é o Hospital Universitário quem está atendendo esses pacientes, mas fui informado pela reitoria que o HU também não tem leitos", afirmou.
Durante a discussão, o vereador Leonardo Dias fez uma defesa do trabalho realizado pelos profissionais do HGE. Apesar de reconhecer a superlotação da unidade, ele afirmou que, em fiscalizações recentes, não encontrou pacientes nos corredores, como ocorria em anos anteriores.
"O HGE continua com enfermarias lotadas, mas é um hospital que salva vidas. Os profissionais que trabalham lá atendem os casos mais graves do estado e, para trauma, não há hospital melhor", declarou.
Já o vereador Siderlane Mendonça voltou a criticar a gestão estadual da saúde. O parlamentar citou o convênio firmado entre o Governo de Alagoas e o Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe, para atendimento de pacientes com traumas ortopédicos, mas afirmou que a medida não resolve os problemas enfrentados pela rede.
Siderlane também cobrou a conclusão da reforma do Ambulatório Denilma Bulhões, conhecido como mini pronto-socorro.
"É preciso entregar essa unidade à população. A situação demonstra que o Governo do Estado não tem dado a atenção necessária à saúde pública em Maceió", afirmou.
As críticas foram direcionadas principalmente à assistência prestada aos pacientes oncológicos e à capacidade da rede estadual de absorver a demanda por atendimentos especializados.