31 de julho de 2025
SAÚDE

Bahia descarta seis casos suspeitos de mpox e monitora um em Irecê

Secretaria Municipal de Saúde informa que homem está em isolamento domiciliar e aguarda resultado de exame

Por Redação
Publicado em
Mpox - Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Saúde de Irecê informou neste domingo (22) que está monitorando um caso suspeito de Mpox na cidade. O paciente, cuja identidade não foi revelada, encontra-se em bom estado geral e segue em isolamento domiciliar, cumprindo as orientações médicas. Uma amostra biológica já foi coletada e encaminhada ao Laboratório Central do Estado (Lacen), onde passará por análise para confirmar ou descartar a infecção pelo vírus.

Em comunicado oficial, o órgão municipal reforçou a importância da atenção da população aos sintomas característicos da doença, como febre, dores no corpo e aparecimento de lesões na pele. "A situação está sendo acompanhada de perto pelas equipes de Vigilância em Saúde. Novas informações serão divulgadas oficialmente pelos canais da Prefeitura, caso necessário", alerta a nota.

O caso em investigação em Irecê é o mais recente de uma série de notificações registradas na Bahia neste início de ano. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), dos sete casos notificados como suspeitos de Mpox até a última sexta-feira (20), seis já foram descartados e apenas um foi confirmado. O balanço atualizado foi divulgado após a conclusão de análises laboratoriais e investigações epidemiológicas realizadas pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), em parceria com o Lacen.

A trajetória das confirmações no estado teve idas e vindas. Inicialmente, na quinta-feira (19), a Sesab chegou a anunciar dois casos positivos: um deles seria de uma paciente em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, e outro seria importado, de um homem que veio da cidade de Osasco (SP) para Salvador. No dia seguinte, porém, a secretaria voltou atrás e esclareceu que o caso da mulher atendida em Vitória da Conquista, após exames mais detalhados do Lacen, teve o diagnóstico reclassificado para varicela, doença popularmente conhecida como catapora.

A paciente, uma mulher entre 30 e 39 anos que não reside em Vitória da Conquista, mas em outro município da região, havia dado entrada no Hospital Geral da cidade no dia 5 de fevereiro apresentando lesões cutâneas vesiculares e crostas. Ela permaneceu em isolamento durante o tratamento e apresentou boa evolução clínica. A Secretaria Municipal de Saúde local informou que seguiu monitorando o caso e adotou todas as medidas de vigilância e controle preconizadas pelos protocolos sanitários.

Quanto ao paciente de Osasco, a Sesab esclareceu que se trata de um caso importado. O homem chegou à Bahia já com os sintomas e indicou São Paulo como provável local de infecção. Por isso, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS Bahia) solicitou ao Ministério da Saúde a retificação do estado de notificação para São Paulo, permanecendo na Bahia apenas o registro do atendimento assistencial realizado em Salvador . Até o momento, não há informações adicionais sobre o estado de saúde desse paciente.

Além dos casos já esclarecidos, a Sesab informou que outros dois casos suspeitos que estavam em análise também foram descartados, totalizando seis notificações negativas para Mpox na Bahia em 2026. A secretaria reforça que nenhum dos registros tem relação com o período do Carnaval  e que, até agora, não há registro de óbitos pela doença no estado.

Em meio ao monitoramento, as autoridades de saúde também têm trabalhado para combater a desinformação. A Sesab desmentiu notícias falsas que circulavam nas redes sociais afirmando que a Bahia teria 38 casos confirmados de Mpox, um dado que se referia a 2024 e foi retomado fora de contexto, gerando comoção pública desnecessária.

Enquanto aguarda o resultado do novo caso suspeito em Irecê, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o alerta e orienta a população a ficar atenta aos sintomas e buscar atendimento médico em caso de suspeita. A Mpox é uma infecção viral que causa febre, dores musculares e erupções cutâneas, sendo transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele ou objetos contaminados. O tratamento é focado no alívio dos sintomas, e o isolamento do paciente é fundamental até a completa cicatrização das lesões, o que pode levar de duas a quatro semanas.

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