EUA e Irã iniciam negociações diplomáticas em Omã em meio a tensões crescentes
Enviados de alto nível se reúnem para discutir acordo nuclear e desescalar crise. Trump afirma preferir via diplomática, mas mantém ameaças militares
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Em um movimento para tentar desescalar semanas de crescentes tensões, Estados Unidos e Irã iniciaram negociações diplomáticas nesta sexta-feira (6) em Omã. As conversas ocorrem após ameaças militares recíprocas e o deslocamento de uma frota naval americana para a região.
A delegação americana é liderada pelo principal enviado de Trump para assuntos externos, Steve Witkoff, e por Jared Kushner, genro do ex-presidente. Do lado iraniano, as discussões são comandadas pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. A chancelaria iraniana afirmou que buscará um "ententimento justo, mutuamente satisfatório e honroso" sobre o programa nuclear.
A Casa Branca declarou na quinta-feira (5) que o presidente Donald Trump "prefere resolver as questões diplomaticamente", mas manteve a retórica de força. O líder americano voltou a ameaçar um ataque militar caso não seja negociado um novo acordo nuclear "justo" e destacou o envio do porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35 para a região.
O Irã, por sua vez, rejeita negociar sob ameaça. O chanceler Araghchi alertou que suas forças armadas estão prontas para responder "imediata e poderosamente" a qualquer agressão e que um ataque americano significaria o "início de uma guerra".
A atual escalada teve início com a repressão violenta a protestos antigovernamentais no Irã em janeiro, quando mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos. Trump advertiu que "atacaria com força total" se a repressão continuasse, acirrando a crise.