Casa Branca afirma que Cuba está “à beira do colapso” e mantém canal aberto à diplomacia
Declarações dos EUA coincidem com sinalização de diálogo do governo cubano, que exige respeito à soberania e diz não representar ameaça à segurança americana
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A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (5) que Cuba vive seus “últimos momentos” e está à beira do colapso. A declaração foi feita pela secretária de imprensa, Karoline Leavitt, que pediu cautela às autoridades cubanas ao se referirem ao presidente Donald Trump.
Mesmo com o tom crítico, Leavitt destacou que Trump segue aberto à diplomacia. “O presidente está sempre disposto a se engajar em negociações, e acreditamos que isso já está ocorrendo com o governo cubano”, disse.
O alerta americano ocorre no mesmo dia em que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou estar disposto a dialogar com Washington, desde que as conversas ocorram sem pressões, pré-condições e com respeito à soberania de Cuba.
Nos últimos dias, a tensão entre os dois países aumentou. Após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os EUA intensificaram pressões sobre Havana, incluindo pedidos para que o novo governo venezuelano interrompa o fornecimento de petróleo à ilha e a imposição de tarifas a países que continuem abastecendo Cuba.
Apesar das medidas de pressão, Trump já havia sinalizado, no domingo (1º/2), que os Estados Unidos mantêm contato com altos representantes do governo cubano e que a diplomacia continua sendo uma alternativa viável.
O governo cubano reafirmou sua disposição para ampliar a cooperação bilateral, especialmente em temas de segurança, desde que não haja concessões à soberania nacional. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba destacou que o país não representa ameaça aos EUA e mantém tolerância zero ao terrorismo e à lavagem de dinheiro.
“O diálogo construtivo e a cooperação lícita beneficiam tanto o povo cubano quanto o norte-americano”, afirmou a chancelaria, lembrando que contatos com indivíduos posteriormente classificados como terroristas ocorreram apenas em contextos humanitários ou de processos de paz reconhecidos internacionalmente.