31 de julho de 2025
movimento diplomático

EUA e Irã iniciam conversas diplomáticas em Omã para evitar escalada de conflito

Especialistas avaliam que americanos buscam conter programa nuclear e influência regional iraniana, mas ataque militar ainda é considerado possível

Por Redação
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Especialistas avaliam que americanos buscam conter programa nuclear e influência regional iraniana, mas ataque militar ainda é considerado possível - Foto: Reprodução

Após semanas de crescente tensão, Estados Unidos e Irã iniciaram um movimento diplomático para evitar uma escalada militar. Autoridades dos dois países se reúnem nesta sexta-feira (6) em Omã, em negociações mediadas também por Catar, Turquia e Egito, segundo apuração da CNN.

Ainda há incerteza sobre a disposição iraniana em atender às condições americanas. Especialistas ouvidos pela CNN Brasil apontam que os EUA buscam três objetivos principais no país do Oriente Médio:

- Impedir que o Irã se torne uma potência nuclear militar.

- Limitar sua influência regional por meio de grupos armados aliados (proxies).

- Garantir a segurança de aliados (como Israel e Arábia Saudita) e rotas estratégicas de energia.

Os maiores pontos de atrito devem ser o programa de mísseis balísticos do Irã – um dos mais poderosos da região – e a exigência de interromper o enriquecimento de urânio. O regime do Aiatolá Ali Khamenei já rejeitou demandas similares no passado, alegando violação de sua soberania.

“O objetivo americano é reduzir a capacidade do Irã de projetar poder regionalmente e, dessa forma, proteger aliados estratégicos”, afirma Sidney Leite, professor da Universidade Rio Branco.

Analistas consideram possível um ataque militar dos EUA caso as negociações fracassem, mas avaliam que seria uma ação pontual e calculada, não uma invasão terrestre prolongada.

“Isso pode assumir a forma de um ataque único de grande impacto, focado em instalações críticas, ou de uma mini campanha aérea de alguns dias”, pondera Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional. O limite seria evitar uma espiral que leve ao fechamento de rotas de petróleo ou a ataques maciços contra Israel.

Apesar das tensões, especialistas indicam que um acordo nuclear robusto – que congele o programa em níveis baixos com inspeções rigorosas – poderia ser considerado um avanço suficiente para os EUA.

“A lógica é pragmática: é melhor conviver com um regime hostil, mas contido, do que desencadear uma guerra de grande escala com resultado incerto”, avalia Aragão.

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