Alagoanas, mãe e filha, estão entre as vítimas do acidente de ônibus em Minas Gerais
Veículo tombou na Serra de Francisco Sá com 44 passageiros; além das duas alagoanas, outras três pessoas morreram no local, e 43 ficaram feridas
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Uma mãe e sua filha de apenas um ano de idade, naturais de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão de Alagoas, estão entre as cinco vítimas fatais do grave acidente envolvendo um ônibus de turismo ocorrido na noite de quarta-feira (21) na BR-251, no Norte de Minas Gerais. As duas foram identificadas como Luana, de 19 anos, e a pequena Luna. Elas viajavam com destino a Itapema, em Santa Catarina, em um veículo que transportava ao todo 44 passageiros, a maioria proveniente de cidades alagoanas e baianas.
O acidente aconteceu por volta das 20h30, no km 474 da rodovia, na região da Serra de Francisco Sá, quando o ônibus saiu da pista e tombou em um barranco. Além de Luana e Luna, outras três pessoas morreram no local, elevando o número total de mortes a cinco. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que coordenou o resgate, informou que 43 passageiros ficaram feridos e foram removidos para hospitais da região, sendo que o estado de saúde deles não foi divulgado oficialmente.
De acordo com informações iniciais repassadas pelos bombeiros, o ônibus operava de forma irregular, sem autorização para o transporte interestadual de passageiros. Há ainda indícios de que o veículo apresentou uma falha no sistema de freios pouco antes de perder o controle e tombar. A Polícia Civil já abriu investigação para apurar as causas exatas do acidente, as condições mecânicas do coletivo e a possível responsabilidade da empresa ou do motorista.
A tragédia causou comoção em Delmiro Gouveia, cidade natal de Luana e Luna. Familiares, amigos e a comunidade local estão em luto pela perda da jovem mãe e da bebê, que seguia em sua primeira viagem longa. O ônibus também transportava passageiros de outras cidades alagoanas, como Água Branca, Mata Grande, Arapiraca e União dos Palmares, além de municípios baianos como Paulo Afonso e Santa Brígida, o que amplia o impacto da tragédia na região Nordeste.
O acidente reacende o alerta sobre a segurança no transporte rodoviário e a atuação de empresas irregulares. Enquanto as investigações prosseguem, os feridos recebem atendimento médico e as vítimas fatais aguardam a liberação dos corpos para sepultamento em suas cidades de origem. A Polícia Civil e o Ministério Público devem analisar documentos, depoimentos e laudos periciais para definir as responsabilidades pelo ocorrido.