31 de julho de 2025
PONTAL DO PEBA

MPF processa município por tráfego irregular de veículos em praia de Alagoas

Ação pede fim de circulação de carros na faixa de areia, que viola normas ambientais e põe banhistas em risco; município pode pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos

Por Redação
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Praia do Pontal do Peba, em Piaçabuçu - Foto: Ascom MPF/Divulgação

Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública com pedido urgente contra o município de Piaçabuçu pela permissão irregular de circulação e estacionamento de veículos na faixa de areia da praia do Pontal do Peba, localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu. A prática viola normas ambientais e de segurança e coloca moradores e turistas em risco.

O procurador da República Érico Gomes sustenta que o tráfego de carros, motos, quadriciclos e até ônibus na praia desrespeita o Plano de Manejo da APA e a Resolução Cepram nº 31/2016, que proíbe a circulação de veículos motorizados na Zona Costeira de Alagoas, com poucas exceções. O MPF alega que a omissão do município causa danos ambientais – como erosão da faixa de areia e impacto na fauna marinha – e expõe banhistas a acidentes.

Entre as medidas imediatas solicitadas, o MPF pede a suspensão do Decreto Municipal nº 08/2025, que autorizou o tráfego na praia, e exige que o município adote ações como cadastramento de moradores com acesso restritocriação de áreas alternativas de estacionamento e fiscalização permanente. O descumprimento pode gerar multa pessoal de R$ 25 mil.

Ao final da ação, o MPF requer a condenação do município ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos – metade pela ofensa ao meio ambiente e metade pela ameaça à segurança pública –, além da obrigação de cumprir permanentemente as normas ambientais.

O caso foi aberto a partir de denúncia do ICMBio, gestor da APA, e incluiu diligências do MPF que confirmaram o tráfego intenso de veículos, inclusive entre banhistas e próximo ao mar. Após tentativas de solução extrajudicial, o município não acatou recomendações e editou decreto considerado irregular, o que motivou a ação judicial.

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