PF cumpre 10 prisões domiciliares de condenados por trama golpista em 8 estados
Operação coordenada pelo STF ocorre após fuga frustrada de ex-diretor da PRF para o Paraguai. Entre os alvos estão ex-assessor de Bolsonaro e seis militares, com medidas cautelares rigorosas
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Em uma operação de abrangência nacional, a Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã deste sábado (27) dez mandados de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das ações penais sobre a trama golpista. As diligências aconteceram em oito unidades da federação: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal.
A ação foi deflagrada um dia após a prisão no Paraguai do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques – também condenado no caso –, que tentava fugir para El Salvador. A medida visa evitar novas tentativas de evasão por parte de outros investigados.
Entre os alvos estão nomes de destaque no processo, como Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli. Além deles, outros cinco militares foram alvo dos mandados: tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel Sérgio Cavalieri, coronel Bernardo Romão Correa Neto, coronel Fabrício Moreira de Bastos e subtenente Giancarlo Rodrigues.
Devido ao envolvimento de militares, parte das operações contou com o apoio direto do Exército Brasileiro. As ordens, expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, também impuseram uma série de medidas cautelares rigorosas aos investigados, incluindo a proibição do uso de redes sociais, contato com outros envolvidos, entrega de passaportes, suspensão de documentos de porte de arma e restrição de visitas.