31 de julho de 2025
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Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques passa noite na PF de Foz do Iguaçu após ser repatriado do Paraguai

Condenado a 24 anos por golpe, ele será transferido a Brasília neste sábado

Por Redação
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Silvinei pouco depois de ser preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. - Foto: Reprodução/Polícia Paraguaia

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques passou a noite desta sexta-feira (26) na sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), após ser expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras. Condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, ele será transferido para Brasília neste sábado (27).

Silvinei foi preso na madrugada de sexta no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador com a identidade falsa de Julio Eduardo. Ele chegou a apresentar uma declaração falsa alegando ter câncer no cérebro e impossibilidade de falar. A polícia paraguaia confirmou a fraude por meio de confronto de foto e impressões digitais, e o ex-diretor confessou que os documentos não eram seus.

Expulso por ingresso irregular e uso de documento falso, Silvinei foi levado de carro até Cidade do Leste e entregue à PF na fronteira. O Ministério Público paraguaio investigará a origem dos documentos utilizados.

De acordo com a PF, Silvinei deixou seu apartamento em São José (SC) por volta das 19h22 da véspera de Natal (24), carregando um carro alugado com itens para seu cachorro pitbull. A tornozeleira eletrônica foi rompida depois de sua saída. Equipes policiais só foram ao local na manhã do dia 25 e não o encontraram.

O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Silvinei após analisar os relatórios da PF, concluindo que houve tentativa deliberada de fuga em violação às medidas cautelares.

Silvinei foi condenado pelo STF em dezembro por integrar o “núcleo 2” da trama golpista, acusado de monitorar autoridades e dificultar a votação no Nordeste em 2022. Também responde a outra condenação na Justiça Federal do RJ por uso político da PRF na campanha de Bolsonaro, com multa superior a R$ 500 mil.

Agora sob custódia, ele aguarda transferência para o sistema prisional de Brasília, onde cumprirá pena em regime fechado.

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