Assessor de Hugo Motta critica ação truculenta da Polícia Legislativa contra jornalistas na Câmara
O entorno de Hugo Motta avalia que o episódio expôs um "erro estrutural" no protocolo da Câmara para situações de conflito
Publicado em
Um assessor do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu-se na madrugada desta terça-feira (9) com representantes do Comitê de Imprensa da Casa para repudiar a ação da Polícia Legislativa (Depol) contra jornalistas durante a sessão da véspera. Profissionais de imprensa relataram truculência e impedimento de acesso ao plenário durante a retirada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que protestava contra a votação de sua cassação.
O assessor de comunicação de Motta, Gilclécio Lucena, afirmou que o presidente não autorizou a ação da Depol nem a proibição de acesso aos jornalistas, e garantiu que o caso será apurado. O entorno de Hugo Motta avalia que o episódio expôs um "erro estrutural" no protocolo da Câmara para situações de conflito.
O Comitê de Imprensa já havia alertado Hugo Motta, em 4 de setembro, sobre uma "escalada" da agressividade da Polícia Legislativa contra jornalistas. Na reunião desta terça, o Comitê cobrou ações concretas para apurar as agressões e solicitou a abertura de um canal de diálogo direto entre o presidente da Câmara e os profissionais que cobrem a Casa.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do DF emitiram nota repudiando "veementemente" o episódio de violência e o corte do sinal da TV Câmara durante a retirada de Glauber Braga. O caso acendeu um alerta sobre a relação entre o Legislativo e a imprensa.