Fiscalização da Vigilância Sanitária encontra mofo, fiação exposta e equipamentos deteriorados no HGE
Inspeção da Visa identificou irregularidades estruturais, falhas sanitárias e problemas em equipamentos no maior hospital público de Alagoas; unidade tem 30 dias para corrigir as pendências.
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Uma fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) no Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE), controlado pela Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas (SESAU), identificou uma série de irregularidades estruturais, sanitárias e operacionais que, segundo o órgão, comprometem a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência prestada. A inspeção ocorreu na última quinta-feira (9) e sexta-feira (10).
Entre os problemas apontados estão camas hospitalares enferrujadas, teto danificado, fiação elétrica exposta, equipamentos sem manutenção, infiltrações, mofo e falhas no armazenamento de medicamentos e resíduos hospitalares.

Durante a vistoria, os fiscais registraram macas e poltronas hospitalares com rasgos no revestimento, expondo a espuma e partes metálicas oxidadas. Também foram encontradas tomadas sem acabamento, com fiação aparente, situação que representa risco de acidentes elétricos.
A equipe da Vigilância Sanitária constatou ainda diversos pontos do teto com aberturas, deixando expostas vigas de madeira, tubulações de ar-condicionado e instalações elétricas. Em vários ambientes foram identificadas infiltrações e manchas provocadas pela umidade.
Um dos setores mais afetados é o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), onde foram encontrados sinais de proliferação de mofo. O espaço atende pacientes com queimaduras graves, que apresentam maior vulnerabilidade a infecções.

Além disso, a inspeção identificou rachaduras no piso, portas danificadas, banheiros em condições inadequadas e insuficiência de enxoval hospitalar.
Outro ponto destacado pela fiscalização foi a situação dos elevadores. Segundo a Visa, todos apresentavam problemas técnicos durante a inspeção, e alguns estavam bloqueados por objetos, dificultando a circulação de pacientes em macas e cadeiras de rodas.
A fiscalização também constatou a falta de manutenção e até mesmo a ausência de equipamentos obrigatórios. Entre eles está o dosímetro, utilizado para monitorar a exposição de profissionais à radiação ionizante.

O relatório ainda aponta que servidores do Centro de Imagem e Diagnóstico não estariam realizando exames médicos periódicos, além de identificar irregularidades no armazenamento de resíduos contaminados.
Nos setores inspecionados, a Visa encontrou medicamentos já abertos sem identificação da data de abertura ou validade após o uso. Também foram localizadas seringas contendo medicamentos preparados previamente e mantidas abertas, além da ausência de álcool em gel em áreas consideradas críticas para o controle de infecções.
A inspeção registrou ainda portas baritadas danificadas, sanitários sem assentos, lixeiras sem tampa ou acionamento por pedal e a inexistência de relatório técnico atualizado sobre a capacidade dos geradores de energia da unidade.
Diante das não conformidades encontradas, a Prefeitura de Maceió, por meio da Vigilância Sanitária, notificou o Hospital Geral do Estado para que todas as pendências sejam corrigidas no prazo de 30 dias.

Caso as exigências não sejam cumpridas dentro do período estabelecido, a unidade poderá ser autuada pela Vigilância Sanitária com a lavratura de auto de infração.