Nordeste concentra 7 das 10 redações nota mil do Enem 2025; Alagoas aparece na lista
O Inep reiterou que as diretrizes de avaliação das bancas de correção seguiram rigorosamente as mesmas e associou o menor volume de notas mil à reprodução massiva
Publicado em
O Nordeste manteve o seu protagonismo na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 ao concentrar sete das dez redações que atingiram a nota máxima em todo o país. Os dados detalhados fazem parte dos microdados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entre os raros textos que conquistaram a nota mil, destaca-se o da estudante Bruna Tavares, de 18 anos, moradora de Maceió.
A conquista da jovem alagoana ocorreu logo em sua primeira participação oficial como candidata regular, após acumular experiência fazendo o exame como treineira em duas edições anteriores. O desempenho da candidata ajudou a posicionar o Nordeste no topo do ranking nacional. Além de Alagoas, que registrou um candidato com nota máxima, os estados da Bahia, Ceará e Pernambuco se destacaram com dois estudantes cada. Fora da região, o Rio de Janeiro também registrou dois alunos com nota mil, enquanto o Rio Grande do Sul teve um representante.
O Enem de 2025 registrou o menor número absoluto de redações nota mil desde que o atual modelo de prova foi implementado, mantendo uma curva de declínio que já havia sido observada no ano anterior, quando doze participantes gabaritaram a prova. O Inep reiterou que as diretrizes de avaliação das bancas de correção seguiram rigorosamente as mesmas e associou o menor volume de notas mil à reprodução massiva de estruturas textuais prontas e modelos engessados por parte dos candidatos.
Na edição avaliada, os estudantes desenvolveram seus textos com base no tema "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Para atingir o topo da avaliação, os dez candidatos de destaque precisaram gabaritar as cinco competências exigidas pela banca. Os critérios analisados incluíram o domínio formal da língua portuguesa escrita, a interpretação adequada do tema, a capacidade de organização de argumentos na defesa de um ponto de vista, o uso correto dos conectivos textuais e a elaboração de uma proposta de intervenção social alinhada aos direitos humanos.