31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA

Padrasto é preso após professora achar vestígios em criança de 4 anos

Suspeito de estupro de vulnerável foi detido em Coité do Nóia (AL); creche em Taquarana acionou Conselho Tutelar e PM

Por Redação
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Padrasto é preso após professora achar vestígios em criança de 4 anos - Foto: Reprodução

Uma professora de creche percebeu vestígios na roupa íntima de uma criança de 4 anos e desencadeou a prisão em flagrante do padrasto da menina, na tarde desta terça-feira (2), no Sítio Tingui, zona rural de Coité do Nóia, Agreste alagoano. O homem é suspeito de estupro de vulnerável e foi detido em sua residência sem necessidade de algemas. A denúncia partiu da direção da creche onde a vítima estuda, no Povoado Lagoa Grande, município vizinho de Taquarana.

Segundo a Polícia Militar, a professora realizava os procedimentos de banho na turma quando notou as marcas na vestimenta da menina. Ao conversar com a educadora, a criança afirmou que o padrasto dava os banhos em casa e tocava em suas partes íntimas. Imediatamente, os funcionários da unidade de ensino acionaram o Conselho Tutelar de Coité do Nóia (município onde a família reside).

Equipes da PM e do Conselho Tutelar se deslocaram juntas até o endereço do suspeito. Ele foi localizado no imóvel e detido sem resistência. Conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável. O homem permanece na carceragem da instituição, aguardando audiência de custódia.

A criança e seus familiares receberam assistência e acompanhamento inicial das equipes de assistência social do município. O crime de estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal) prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão. Quando praticado por padrasto, há agravante por violação do dever de proteção.

Qualquer suspeita de abuso sexual contra criança ou adolescente deve ser denunciada imediatamente ao Conselho Tutelar, à polícia ou ao Disque 100. O silêncio pode custar vidas e traumas irreversíveis.