Justiça de SP rejeita pedido de prisão preventiva do rapper Oruam
Ministério Público apontava risco de fuga e citava investigações envolvendo organização criminosa e disparo de arma de fogo
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A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, investigado em uma ação penal por disparo de arma de fogo.
A decisão foi assinada pela juíza Cláudia Vilibor Breda, que entendeu não haver elementos suficientes, neste momento, para justificar a prisão preventiva do artista.
No despacho, a magistrada afirmou que o cantor foi regularmente citado no processo por meio de seus advogados, o que afastaria indícios de tentativa de fuga ou prejuízo à tramitação da ação.
“Tal situação afasta, ao menos neste momento, qualquer indicativo concreto de intenção de se furtar à aplicação da lei penal”, registrou a juíza.
O pedido de prisão havia sido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo no último dia 5 de maio.
Na manifestação, o promotor Alan Carlos Reis Silva alegou que Oruam também é investigado por suposta lavagem de dinheiro, envolvimento com o Comando Vermelho e tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Segundo o promotor, o paradeiro do artista seria desconhecido, o que poderia comprometer eventual aplicação da lei penal.
O rapper virou alvo da investigação após aparecer em vídeos efetuando disparos para o alto com uma espingarda durante uma festa realizada em dezembro de 2024, em Igaratá. As imagens circularam nas redes sociais e passaram a integrar o inquérito.