Carol Nakamura faz rejuvenescimento íntimo: entenda o procedimento e quando é indicado
Atriz de 43 anos quebrou tabus ao falar sobre o cuidado com a região íntima
Publicado em
Aos 43 anos, a atriz e bailarina Carol Nakamura dividiu com seus seguidores uma experiência que ainda é cercada de silêncio: o rejuvenescimento íntimo. Em tom de bom humor, ela brincou que “chegou com 40 e reduzirá a quilometragem para 18”, mas o recado foi sério: cuidar da saúde íntima é tão essencial quanto cuidar do rosto e do corpo.
Por trás da polêmica nas redes sociais, existe uma demanda real e crescente entre as mulheres. O envelhecimento da região genital é um processo natural, que começa bem antes da menopausa e pode trazer desconfortos físicos, emocionais e até prejudicar a vida sexual. Mas, ao contrário do que muitas pensam, nem sempre a solução passa por uma cirurgia.
De acordo com a médica, o envelhecimento íntimo não é um fenômeno repentino. Ele começa de forma silenciosa por volta dos 35 anos, quando a produção de colágeno e elastina — proteínas que dão sustentação e elasticidade aos tecidos — começa a diminuir progressivamente.
Com a chegada da menopausa, a queda dos níveis de estrogênio acelera esse processo. É nessa fase que muitos sintomas se tornam mais evidentes:
- Afinamento da pele e da mucosa vaginal;
- Perda de elasticidade;
- Diminuição da lubrificação natural;
- Redução da circulação sanguínea local;
- Alterações na microbiota vaginal.
Essas mudanças podem provocar ressecamento, coceira, ardor, dor durante as relações sexuais, além de infecções vaginais de repetição e sintomas urinários, como urgência e incontinência.
Externamente, também há alterações: perda de volume dos grandes lábios, flacidez da vulva e excesso de pele. “Essas alterações podem causar desconforto ao caminhar, praticar atividade física, usar determinadas roupas e durante as relações sexuais”, alerta Livia.
Rejuvenescimento íntimo não é só cirurgia
Um dos maiores equívocos sobre o tema é associar o rejuvenescimento íntimo apenas a procedimentos cirúrgicos. A realidade é que existem diversas opções não invasivas, e a escolha depende da avaliação individual e da principal queixa da paciente.
Entre as tecnologias disponíveis estão:
- Laser;
- Radiofrequência;
- Ultrassom microfocado;
- Bioestimuladores de colágeno.
“As tecnologias estimulam a produção de colágeno, melhoram a vascularização e a qualidade dos tecidos, sendo excelentes aliadas para tratar flacidez inicial, ressecamento, perda de elasticidade e sintomas relacionados ao envelhecimento íntimo”, explica a ginecologista.
Já nos casos em que há excesso de pele ou flacidez significativa — principalmente nos pequenos lábios ou na região do capuz do clitóris — a cirurgia íntima ganha protagonismo. Nesse cenário, os benefícios vão muito além da estética: melhoram o conforto no dia a dia, reduzem o atrito, facilitam a higiene e aumentam a qualidade de vida.
A médica reforça que, na prática, os melhores resultados costumam vir da associação de tratamentos. Combinar tecnologias, bioestimuladores e, quando necessário, cirurgia, permite tratar tanto a qualidade da pele quanto a anatomia da região de forma personalizada.
Quando procurar um especialista?
Ao contrário do que muitas mulheres imaginam, não existe uma idade mínima para buscar orientação. O que define a indicação de qualquer procedimento é o impacto que aquela alteração causa no bem-estar, no conforto e na autoestima da paciente.
“Existe um tabu muito grande em relação aos cuidados com essa parte íntima. Algumas pessoas enfrentam problemas que dificultam até a relação sexual, mas não procuram um profissional por vergonha”, destaca Carol Nakamura em seu relato.
Hábitos que preservam a saúde íntima
Além dos procedimentos estéticos e funcionais, a ginecologista Livia Saviolo lista atitudes diárias que ajudam a manter a região saudável por mais tempo:
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Praticar atividade física regularmente;
- Evitar o tabagismo;
- Controlar doenças como diabetes;
- Fortalecer a musculatura do assoalho pélvico (com exercícios como o pompoarismo);
- Manter um peso saudável;
- Evitar excessos na higiene íntima, como duchas vaginais e produtos perfumados, que alteram a microbiota e favorecem infecções;
- Usar hidratantes vaginais e lubrificantes sempre que necessário.
O verdadeiro objetivo do rejuvenescimento íntimo
O rejuvenescimento íntimo não deve ser visto apenas como uma questão estética ou de vaidade. Seu principal objetivo é preservar a função dos tecidos, prevenir desconfortos, devolver qualidade de vida e permitir que a mulher se sinta bem com seu próprio corpo em qualquer fase da vida.
Seja por meio de tecnologias não invasivas, cirurgias ou mudanças de hábito, o cuidado com a região íntima é um ato de autocuidado e autoestima — e, como bem lembrou Carol Nakamura, precisa deixar de ser tabu.