Tensões em Ormuz: Irã reivindica bloqueio a navios americanos, mas EUA negam ofensiva
Governo iraniano publica mapa com áreas de controle e forças norte-americanas iniciam escolta de navios comerciais
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O governo do Irã comunicou o bloqueio da entrada de embarcações da Marinha dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). O anúncio ocorre em resposta ao início da operação norte-americana para escoltar navios retidos na via marítima. Durante a manhã, divergências nos relatos indicaram ataques a embarcações, porém autoridades dos Estados Unidos negaram danos. O Irã retificou informações anteriores, descrevendo as ações como disparos de advertência para impedir o avanço da frota estrangeira.
A Marinha do Irã confirmou o envio de avisos às embarcações, enquanto agências locais relataram a execução de tiros nas proximidades dos alvos. Simultaneamente, os Emirados Árabes Unidos informaram que um petroleiro da estatal ADNOC foi atingido durante o trânsito pelo local. Do lado norte-americano, o Comando Central afirmou que as tropas realizaram a primeira escolta de navios comerciais com bandeira dos Estados Unidos após o anúncio da operação militar pelo governo Trump.
O Exército iraniano divulgou mapa com a delimitação de zonas sob gestão militar, estabelecendo linhas de controle entre a costa iraniana, Omã e os Emirados Árabes Unidos. O comando militar de Teerã declarou que a passagem de frotas pela região requer coordenação prévia e ameaçou ataques a unidades que se aproximarem da área delimitada. A Guarda Revolucionária reiterou que manobras contrárias aos protocolos estabelecidos pela força enfrentarão detenção.
O Estreito de Ormuz concentra 20% do fluxo mundial de petróleo e permanece com restrições de tráfego desde 28 de fevereiro. Os Estados Unidos mantêm bloqueio a navios ligados ao Irã desde 13 de abril. O governo norte-americano denomina a atual iniciativa de escolta como projeto para a liberação do comércio na região. Em paralelo às movimentações militares, o Irã analisa resposta enviada por Washington, via mediação do Paquistão, sobre proposta para o encerramento do conflito.