31 de julho de 2025
VIRALIZOU

Influenciador cobra governador de Alagoas por respostas em caso de estupro sem desfecho

Guipa critica demora na prisão de suspeito e levanta questionamentos sobre investigação no interior do estado

Por Redação
Publicado em
Guilherme Pallesi, o Guipa. - Foto: Reprodução

O influenciador e apresentador Guilherme Pallesi, conhecido como Guipa, passou a cobrar publicamente o governador de Alagoas, Paulo Dantas, por respostas no caso de estupro que segue sem desfecho no interior do estado. Em vídeos e publicações nas redes sociais, ele direciona críticas à atuação das autoridades e à demora na prisão do principal suspeito.

Em uma das postagens, Guipa afirmou: “O povo exige respostas”, ao questionar a condução da investigação e sugerir falhas na apuração do caso. O influenciador também levantou suspeitas sobre possível envolvimento de pessoas influentes, embora não tenha apresentado provas.

Nos vídeos, Guipa reforça o tom crítico e cobra maior atuação do poder público. Ele afirma que o caso não pode permanecer sem resposta diante da gravidade das acusações.

As declarações ganharam repercussão nas redes sociais e ampliaram a pressão pública sobre o andamento das investigações.

O caso citado envolve a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 20 anos, que relatou ter sido dopada, agredida e abusada sexualmente após uma confraternização em Coité do Noia, no Agreste alagoano, em dezembro de 2024.

O principal suspeito é Vitor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, que teve a prisão preventiva decretada e é considerado foragido.

De acordo com a investigação da Polícia Civil de Alagoas, exames toxicológicos identificaram substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina no organismo da vítima, medicamentos com efeito sedativo.

Laudos médicos também indicam que a jovem sofreu privação de oxigênio, resultando em traumatismo craniano grave. Ela permaneceu em coma por cinco dias e, desde então, enfrenta sequelas neurológicas e psicológicas.

A defesa do suspeito nega as acusações e afirma que a relação foi consensual. Já os advogados da vítima contestam essa versão com base nos laudos médicos e nas circunstâncias do caso.

A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de Alagoas.