Polícia Civil investiga escrivão por suposto perfil em site adulto com uso de farda em MT
Caso envolve divulgação de imagens íntimas e anúncio de serviços em plataforma de acompanhantes; Corregedoria apura possível conduta irregular
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A Polícia Civil de Mato Grosso abriu investigação para apurar a possível ligação de um escrivão recém-empossado com um perfil em site de acompanhantes. O caso ganhou repercussão após imagens e descrições atribuídas ao suposto perfil circularem em grupos de WhatsApp e redes sociais na cidade de Cuiabá.
De acordo com a corporação, a Corregedoria-Geral já tomou conhecimento da situação e iniciou os procedimentos internos para verificar a autenticidade do material e eventual violação de normas disciplinares.
O perfil investigado apresenta descrições de cunho íntimo e oferta de serviços mediante pagamento. Em uma das publicações, o usuário se identifica como “policial novinho de Cuiabá”, o que levantou suspeitas sobre o envolvimento de um agente da segurança pública.
Além disso, imagens que circulam nas redes mostram um homem vestindo apenas parte da farda da instituição, o que pode configurar uso indevido de uniforme e quebra de conduta funcional, caso seja confirmada a autoria.
O nome de Odezio Graucio de Oliveira Junior, de 24 anos, passou a ser associado ao caso após a viralização do conteúdo. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial de que o perfil pertença ao servidor.
Segundo a Polícia Civil, a apuração busca esclarecer se houve participação do escrivão na criação ou manutenção do perfil, bem como avaliar possíveis infrações administrativas.
Entre os pontos analisados estão:
- - Uso indevido da imagem da corporação
- - Exposição pública incompatível com a função
- - Eventual violação de deveres funcionais
A defesa do servidor ainda não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
Em nota, a Polícia Civil informou que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas e que o caso será tratado conforme os procedimentos legais internos.
A depender do resultado da investigação, o escrivão poderá responder a processo administrativo disciplinar, que pode resultar em sanções que vão de advertência até exoneração.