Família de Rodrigo Castanheira convoca ato em Brasília para pedir investigação de todos os envolvidos na morte do adolescente
Jovem de 16 anos morreu após ser agredido por ex-piloto Pedro Turra; família quer que amigos e esposa do agressor também sejam responsabilizados
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A família de Rodrigo Castanheira, o adolescente de 16 anos que morreu após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19, convocou um ato público no Distrito Federal para exigir que as outras pessoas que estavam no veículo com Turra no momento da briga também sejam investigadas. O crime aconteceu no dia 22 de janeiro e o jovem faleceu no dia 7 de fevereiro, depois de mais de dez dias internado em estado grave.
A passeata está marcada para este sábado (29) , com concentração a partir das 9h na Torre de TV, em Brasília. O grupo seguirá até a sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) , onde a família pretende cobrar uma apuração mais ampla do caso.
Segundo o advogado da família, Albert Halex, já foram feitos dois pedidos à Justiça para que os quatro ocupantes do carro que estavam com Pedro Turra no momento da agressão também sejam responsabilizados. A defesa acredita que o crime teve premeditação e que o grupo agia de forma coordenada.
“A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados. De fato, eles praticam o crime em bando, em várias oportunidades. Em todos os outros casos de agressão de Pedro, essas mesmas pessoas também tiveram participação, então é um modus operandi”, afirmou o advogado.
O pai de Rodrigo, o engenheiro Ricardo Castanheira, também cobra que os amigos do ex-piloto sejam responsabilizados. Para ele, o grupo sabia o que estava fazendo.
“Ninguém estava ali por acaso, passeando. Eles sabiam que meu filho estava nessa festa, que tinha saído à 0h, foram lá e se reuniram para fazer isso com ele. Só a prisão do Pedro não é suficiente, porque ele não fez isso sozinho”, disse.
O advogado alerta que a demora na investigação dos outros envolvidos pode prejudicar o andamento do caso e até levar à perda de provas importantes.
“Essa ausência de investigação dos demais envolvidos acarreta prejuízo processual e nós já fizemos esse pedido em duas oportunidades. Agora, nosso próximo passo, já marcamos um despacho com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), para justamente fazer esse trabalho em conjunto, porque nós auxiliamos a Justiça para que todos sejam investigados”, explicou Halex.
Rodrigo era morador do Distrito Federal e estudava no Colégio Vitória Régia. Além de estudante, ele era jogador de futebol da base do Ceilândia Esporte Clube e atuava como jovem aprendiz no programa CEP Talal Abu Allan, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF) .
Durante os dias em que esteve internado, amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias em frente ao Hospital de Brasília, em Águas Claras, onde ele estava na UTI. A causa da morte foi declarada como morte encefálica pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti.
A família convida a população a participar do ato para reforçar a cobrança por justiça. A mobilização tem como objetivo garantir que todos os envolvidos no crime sejam responsabilizados, e não apenas o autor direto das agressões.