Desembargadores reprimem advogado que afirmou que Pedro Turra “foi preso por ser branco”
TJDFT classifica declaração como desinformação e mantém prisão do piloto acusado de matar adolescente
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O presidente da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Josaphá Francisco dos Santos, repreendeu nesta quinta-feira (12), a declaração do advogado de Pedro Turra, Eder Fior, que afirmou que o jovem “foi preso por ser branco e de classe média”. O magistrado classificou a afirmação como “lamentável” e uma “total desinformação”.
A fala ocorreu durante o julgamento do habeas corpus interposto pela defesa de Turra. Josaphá dos Santos declarou:
“Com todo respeito à entrevista, é uma total desinformação e desconhecimento do Tribunal. É lamentável, porque, quem reside no Distrito Federal, sabe da persistência e da lisura desse Tribunal de Justiça.”
O relator do pedido, desembargador Diaulas Costa Ribeiro, também rebateu o advogado:
“O ilustre advogado disse que este tribunal só prendeu este rapaz porque ele é branco e rico, e que, se fosse preto e pobre, estaria solto. Eu decido, com minha consciência e com meus mais de 40 anos de vida jurídica, que não há razão para esse tipo de acusação. Houve um pedido de desculpas, mas não daquela forma que se ofende e não daquela forma que se pede desculpas.”
A 2ª Turma manteve, por unanimidade, a prisão de Pedro Turra, acusado de ser responsável pela agressão que resultou na morte do adolescente Rodrigo Castanheira, 16 anos. A vítima foi internada na UTI e não resistiu aos ferimentos.
Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro de 2026. No dia 2 de fevereiro, o relator negou a soltura no habeas corpus. Na quarta-feira, 11 de fevereiro, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia por homicídio doloso com motivo fútil, reforçando a gravidade do caso.
A decisão da 2ª Turma reafirma a lisura do tribunal e deixa claro que acusações sobre cor ou classe social não interferem no andamento do processo.