31 de julho de 2025
Que Situação!

Senegal contesta perda do título para Marrocos e se recusa a devolver troféu

Federação de futebol do país ameaça recorrer à Justiça pela decisão

Por Redação
Publicado em
Senegal venceu o Marrocos na prorrogação e conquistou a Copa Africana de Nações em janeiro de 2026 - Foto: Foto: Sebastien Bozon/AFP

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anulou o resultado da final da Copa Africana de Nações 2025 e declarou Marrocos como campeã do torneio. Em decisão proferida dois meses após a partida disputada em Rabat, o Conselho de Apelação da entidade puniu a seleção do Senegal com derrota por 3 a 0 por WO. Apesar disso, os Leões de Teranga se recusam a devolver o troféu da competição após a destituição do título.

Apesar da decisão oficial, dirigentes e jogadores da seleção senegalesa adotaram postura de enfrentamento e consideraram o troféu um símbolo da vitória conquistada em campo. O secretário-geral da federação, Abdoulaye Sow, foi direto:

A Federação Senegalesa de Futebol anunciou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte da decisão da CAF que retirou o título do país. O órgão classificou a medida como injusta e informou que buscará reverter a decisão nos próximos dias.

Enquanto a seleção do Marrocos é oficialmente reconhecida como campeã pela entidade organizadora, a equipe de Senegal mantém a posse física da taça, em um impasse que tende a se prolongar nos tribunais esportivos.

Na Copa do Mundo de 2026, Marrocos está no Grupo C e terá pela frente o Brasil na estreia, marcada para o dia 13 de junho, às 19h (de Brasília), além de Haiti e Escócia. Senegal, por sua vez, integra o Grupo I, ao lado da França, da Repescagem Intercontinental 2 — que pode ser composta por Bolívia, Suriname ou Iraque — e da Noruega.

🔴🟢 Marrocos ⚔️ Senegal 🟢🟡🔴

A reversão do título da Copa Africana de Nações, originalmente conquistado por Senegal com vitória por 1 a 0 na prorrogação, ocorreu em razão da saída da equipe de campo ainda durante o tempo regulamentar. A conduta foi enquadrada no Artigo 82 do regulamento, que proíbe o abandono da partida sem autorização da arbitragem. Como consequência, a entidade aplicou o Artigo 84, que prevê a derrota por desistência, com placar de 3 a 0 em favor de Marrocos.

O incidente que gerou a punição administrativa ocorreu aos 52 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empatada sem gols. Após revisão do VAR, a arbitragem assinalou pênalti para Marrocos em lance envolvendo Brahim Díaz, camisa 10 marroquino. Em protesto contra a decisão, o técnico de Senegal, Pape Thiaw, orientou seus jogadores a deixarem o campo e se dirigirem ao vestiário.

A interrupção durou cerca de dez minutos até o retorno da equipe. Na retomada, Brahim cobrou a penalidade com uma cavadinha, defendida pelo goleiro Edouard Mendy. O confronto seguiu para a prorrogação, quando Papa Gueye marcou o único tento do jogo em chute de fora da área.

O retorno de Senegal ao gramado para a conclusão da final dependia da ação direta de seu capitão. Sadio Mané não seguiu de imediato a orientação da comissão técnica, permaneceu em campo durante o início da confusão e, posteriormente, dirigiu-se ao vestiário para convencer os companheiros a retornarem e finalizarem a partida.