CPMI do INSS mira empresa que repassou R$ 2,3 milhões a Lulinha; deputada pede quebra de sigilo
Llf Tech Participações está no foco da comissão após movimentações financeiras entre 2022 e 2025; defesa alega que endereço comercial está desocupado há 7 meses e que valores são de operações regulares
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A empresa Llf Tech Participações Ltda, responsável por repasses que totalizaram R$ 2,3 milhões a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entrou na mira da CPMI do INSS. Em requerimento enviado à presidência da comissão, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) solicita a quebra dos sigilos fiscais e a elaboração de relatórios de inteligência financeira sobre as operações bancárias da empresa entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
A Llf Tech, com sede em um prédio comercial na zona oeste de São Paulo, atua no ramo de “suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação”. O endereço é o mesmo de outra empresa de Lulinha, a G4 Entretenimento e Tecnologia, que repassou mais R$ 772 mil ao filho do presidente Lula [citation:information]. De acordo com os dados bancários de Lulinha encaminhados à CPMI do INSS, os repasses aconteceram entre 2022 e 2025.
No início de março, o Metrópoles comprovou que as salas onde as duas empresas supostamente funcionam estão desocupadas há 7 meses. A defesa do empresário alegou que o endereço serve apenas para envio e recebimento de correspondência.
“A empresa LLF Tech não possui escritório externo e sua sede sempre foi a residência de Fábio Luís, alterada somente após sua mudança para o exterior. A empresa G4 não está mais em atividade, mas possui créditos judicializados a receber que, quando são pagos, são distribuídos”, afirmou o advogado Guilherme Suguimori, em nota.
A quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha revelou uma movimentação financeira de R$ 19,3 milhões em 4 anos. Desse total, R$ 9,6 milhões foram recebidos pelo empresário e o restante foi destinado a outras contas bancárias [citation:information]. A defesa afirma que o montante “não retrata nenhum valor real” porque corresponde a soma de movimentações, o que pode significar valores repetidos em entradas e saídas.
O caso da Llf Tech se soma às investigações da CPMI do INSS, que apura fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. A Polícia Federal já havia apontado, em relatório, supostos pagamentos de mesadas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a Lulinha por meio de uma amiga do empresário. Os pagamentos mensais de R$ 300 mil seriam, segundo apuração preliminar, para Lulinha facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília – algo que é negado pela defesa de ambos.