"Inchado e irritado": Carlos Bolsonaro visita o pai na UTI e alerta que quadro ainda é grave
Ex-presidente completa três dias internado com broncopneumonia; apesar de melhora na função renal, inflamação segue alta e antibióticos foram reforçados
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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai, Jair Bolsonaro, no hospital DF Star, em Brasília, na noite deste domingo (15). É o terceiro dia em que o ex-presidente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Em relato nas redes sociais, Carlos afirmou que o estado de saúde do pai segue delicado. "Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo", escreveu.
O filho do ex-presidente voltou a reforçar que Bolsonaro poderia não ter sobrevivido se o atendimento médico tivesse demorado mais. "Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem", declarou.
Boletim médico aponta melhora renal, mas inflamação preocupa
O boletim médico divulgado na manhã deste domingo (15) informou que o ex-presidente evoluiu com estabilidade clínica e apresentou melhora da função renal. No entanto, os marcadores inflamatórios no sangue tiveram nova elevação, o que levou a equipe médica a ampliar a cobertura dos antibióticos.
Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento. O ex-presidente foi internado na última sexta (13) após passar mal na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Defesa insiste na prisão domiciliar
Carlos também aproveitou a visita para reforçar o pedido de transferência do pai para a prisão domiciliar. "O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil", afirmou.
A defesa de Bolsonaro já havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar humanitária, mas o pedido foi negado por unanimidade pela Primeira Turma da Corte no início de março . Aliados do ex-presidente articulam nos bastidores para reabrir a discussão com base no agravamento do quadro de saúde.