Novo boletim aponta melhora renal, mas nova alta de inflamação mantém Bolsonaro na UTI
Ex-presidente apresenta melhora nos rins, mas marcadores inflamatórios voltam a subir; equipe médica intensifica suporte clínico e fisioterapia
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Um novo boletim médico divulgado na manhã deste domingo (15) atualiza o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o documento assinado pela equipe médica que acompanha o ex-chefe do Executivo, houve uma melhora na função renal do paciente, mas os médicos registraram uma "nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue", o que acendeu novamente o alerta da equipe de saúde.
Diante desse quadro, a estratégia de tratamento precisou ser ajustada. "Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos", informa o boletino. O ex-presidente segue com suporte clínico intensivo, além de ter a fisioterapia respiratória e motora intensificada. Ainda não há previsão de alta da UTI, segundo os médicos.
Bolsonaro deu entrada no hospital na última sexta-feira (13) após apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no presídio da Papuda desde 15 de janeiro, passou mal ainda na unidade prisional, com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. Diante da piora clínica, a equipe de plantão optou por transferi-lo para avaliação hospitalar mais detalhada.
No boletim do sábado (14), já havia sido constatada uma piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios, embora o documento classificasse o quadro como "estável". A nova alta nos marcadores, no entanto, reforça a necessidade de monitoramento contínuo e intervenção medicamentosa mais agressiva. A equipe médica mantém reserva quanto à evolução do caso e evita projeções sobre a recuperação ou possível retorno do ex-presidente ao sistema prisional nos próximos dias.