O que aconteceu com as crianças de Bacabal? Saiba quais são as hipóteses descartadas pelas autoridades
Comandante-geral afirma que crianças de 4 e 6 anos não teriam condições de sobreviver sozinhas na floresta; cães farejadores levaram equipes até as margens do rio Mearim
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Uma conclusão parcial, mas devastadora, foi revelada sobre o paradeiro dos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Célio Roberto Araújo, afirmou em entrevista ao Metrópoles que as buscas na floresta foram encerradas e que as crianças não estão mais na mata.
"Perdidos na mata eu posso cravar que não estão. Nós palmilhamos ali cada espaço da mata, tivemos em média 300 pessoas por dia fazendo buscas", declarou o comandante. Segundo ele, a pouca idade dos irmãos inviabilizaria qualquer possibilidade de sobrevivência isolada na floresta, diferentemente do que ocorreu com o primo Anderson Kauã, de oito anos, que foi encontrado com vida três dias depois do desaparecimento, mas já desnutrido e debilitado.
A nova fase da investigação agora segue uma linha bem mais trágica. De acordo com o comandante, cães farejadores constataram que as crianças chegaram até as margens do rio Mearim. A partir desse ponto, a polícia trabalha com duas hipóteses: afogamento ou de que os pequenos tenham sido levados pela correnteza do rio.
As buscas no local, no entanto, foram severamente dificultadas pela água turva, o que levou a Marinha a ser acionada para auxiliar com equipamentos de sonar. "Os bombeiros fizeram um percurso de 180 quilômetros pelo rio", concluiu o comandante, reforçando o esforço das equipes para encontrar respostas para a família e para a comunidade local.
O caso, que comoveu todo o país, agora aguarda os resultados das investigações da polícia para determinar oficialmente o que aconteceu com as duas crianças. Enquanto isso, a população de Bacabal e de todo o Maranhão permanece em luto e apreensão.