31 de julho de 2025
POLÍTICA

"Poderia ter sido encontrado morto na cela", diz Flávio sobre Bolsonaro após internação com broncopneumonia

Ex-presidente está na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com infecção pulmonar bilateral; senador voltou a pedir prisão domiciliar e afirmou que estado de saúde do pai é o mais grave desde a prisão

Por Redação
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O senador Flávio Bolsonaro. - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um apelo dramático nas redes sociais e em entrevistas nesta sexta-feira (13) após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. Em vídeo publicado nas redes, Flávio afirmou que o pai correu risco de morte e poderia ter sido encontrado sem vida na cela da Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses. "Ele poderia ter sido encontrado morto dentro da cela, porque se ele está dormindo e broncoaspira, isso leva a morte de verdade, e só iriam saber quando fossem lá abrir a porta", declarou.

De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, o ex-presidente deu entrada na unidade por volta das 9h após apresentar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa — uma infecção que atinge múltiplos focos dos pulmões, comprometendo bronquíolos e alvéolos. Bolsonaro está recebendo antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo na UTI, e os médicos estimam que a internação deve durar pelo menos sete dias, sem previsão de alta. O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que este é o quadro mais grave de pneumonia que ele já apresentou.

Flávio também relatou uma cena preocupante durante a visita ao pai: ao realizar um teste de fisioterapia que exigia que ele ficasse em pé com um pé à frente do outro, Bolsonaro não conseguiu se equilibrar. Segundo o senador, o desequilíbrio é efeito colateral dos medicamentos fortes que o ex-presidente toma para conter crises de soluço — um problema recorrente desde a facada que sofreu em 2018. "Isso é perigosíssimo. O mínimo que ele deveria ter é a domiciliar humanitária em casa, onde pode ter cuidado permanente da família e assistência técnica", afirmou.

O pedido de prisão domiciliar, no entanto, já foi negado reiteradas vezes pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que argumenta que a estrutura da Papudinha oferece atendimento médico adequado, com médicos 24 horas, fisioterapia, unidade avançada do Samu e livre acesso da equipe médica particular. Moraes chegou a citar, em decisões anteriores, que o ex-presidente recebeu dezenas de atendimentos no local e que a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica inviabiliza o benefício. Ainda assim, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou nota cobrando novamente a transferência, afirmando que o risco de agravamento já havia sido alertado em laudos anteriores . O ministro autorizou a permanência de Michelle Bolsonaro como acompanhante e as visitas dos filhos durante a internação, mas proibiu terminantemente o uso de celulares ou dispositivos eletrônicos no hospital.

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