VÍDEO: “Podem ir embora todos”: presidente do CSA demite 22 funcionários que protestavam por salários atrasados
Trabalhadores paralisaram atividades após cinco dias sem pagamento; dirigente reagiu com áudio polêmico e dispensou equipe de serviços gerais, rouparia e cozinha
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Um episódio de tensão marcou o incício da manhã desta quarta-feira (11) no Centro de Treinamento Gustavo Paiva, em Maceió. Vinte e dois funcionários do CSA foram desligados após cobrarem o pagamento de salários que estavam com cinco dias de atraso.
Os trabalhadores atuavam em diferentes setores do clube, como serviços gerais, rouparia, cozinha e manutenção. Segundo relatos, parte dos funcionários havia suspendido as atividades como forma de protesto pelo atraso salarial.
De acordo com o presidente do CSA, Robson Rodas, a diretoria já havia conseguido recursos para quitar a folha quando ocorreu a paralisação. Em declaração atribuída ao dirigente, registrada em áudio que circula nas redes sociais, ele reage ao protesto e anuncia as demissões.
“E a gente deu atrás de dinheiro para pagar a folha, cinco dias de atraso, cinco dias, e eu buscando dinheiro para pagar vocês. Não deu milhão e meio do meu dinheiro porque eu não consegui fazer dinheiro. Quem quer trabalhar? Todo mundo quer trabalhar. Quem quer? Todos estão demitidos, podem ir embora.”
No mesmo áudio, o dirigente ainda afirma que resolveria a situação após as demissões e orienta os funcionários a procurarem os órgãos trabalhistas.
“Todos podem ir embora. Eu resolvo o problema. Vão para o Ministério do Trabalho.”
Após o anúncio das demissões, os trabalhadores permaneceram em frente ao CT Gustavo Paiva, demonstrando indignação com a decisão. O episódio gerou revolta entre os colaboradores, especialmente pela forma como o desligamento teria sido comunicado.
O CSA deve terceirizar os serviços nas áreas que ficaram vagas após as demissões.