Anvisa aprova três novos remédios para diabetes tipo 1, câncer de mama e doença rara
Medicamentos inovadores prometem melhorar qualidade de vida de pacientes; confira para quem cada um é indicado
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (9) a aprovação de três novos medicamentos que prometem trazer mais qualidade de vida e opções de tratamento para pacientes com doenças graves no Brasil. Os registros, que saíram no Diário Oficial da União (DOU), incluem um remédio inovador para retardar o diabetes tipo 1, uma nova alternativa para o câncer de mama avançado e uma prevenção para uma doença rara que causa inchaços dolorosos.
Tzield®: esperança para quem tem diabetes tipo 1
Um dos destaques é o Tzield® (teplizumabe), primeiro medicamento aprovado no Brasil com a capacidade de retardar o aparecimento do diabetes tipo 1 em pessoas que já apresentam os primeiros sinais da doença.
O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune e crônica, mais comum na infância e adolescência, onde o próprio sistema de defesa do corpo ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Isso faz com que o paciente dependa de injeções diárias desse hormônio para o resto da vida. Com o tempo, a doença pode levar a complicações graves no coração, nos rins e na visão.
O novo medicamento é indicado para pacientes a partir de 8 anos de idade que já estão no estágio 2 da doença (quando já há alterações nos exames de sangue, mas os sintomas ainda não são evidentes). Seu objetivo é atrasar a evolução para o estágio 3, que é quando o diabetes tipo 1 se manifesta clinicamente e exige o uso de insulina. É uma forma de ganhar tempo e preservar a função do pâncreas por mais tempo.
Datroway®: nova arma contra o câncer de mama
Outra novidade é o Datroway®, um medicamento indicado para o tratamento de um tipo específico e avançado de câncer de mama. Ele é voltado para pacientes adultos com câncer de mama "irressecável" (que não pode ser completamente removido por cirurgia) ou "metastático" (quando o tumor já se espalhou para outros órgãos).
Para ser elegível ao tratamento, a paciente precisa ter o chamado "receptor hormonal positivo" e "HER2 negativo", que é o tipo mais comum da doença. Além disso, é necessário que ela já tenha passado por terapia endócrina (bloqueio hormonal) e por pelo menos uma linha de quimioterapia para a doença avançada.
A aprovação representa uma nova alternativa para pacientes que já esgotaram outras opções de tratamento e precisam de novos recursos para controlar a progressão do câncer.
Andembry®: prevenção para quem sofre com inchaços dolorosos
A Anvisa também aprovou o Andembry® (garadacimabe), um medicamento desenvolvido para a prevenção do angioedema hereditário (AEH). Trata-se de uma doença genética rara, que faz com que o paciente sofra com crises de inchaços (edemas) repentinos e extremamente dolorosos.
Esses inchaços podem aparecer em diversas partes do corpo, como mãos, pés, rosto, vias aéreas e até órgãos internos. Quando afetam a garganta ou a língua, por exemplo, as crises podem colocar a vida em risco por sufocamento.
O novo remédio atua justamente para prevenir essas crises, reduzindo a frequência e a gravidade dos ataques, proporcionando mais segurança e qualidade de vida para quem convive com essa condição rara.