STF afasta prefeito de Macapá e vice em operação da PF que investiga fraude em hospital de R$ 69 milhões
Antônio Furlan (MDB) é alvo da segunda fase da Operação Paroxismo, que apura desvio de verbas de emenda federal e lavagem de dinheiro; 13 mandados de busca foram cumpridos
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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (4) o afastamento do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, e do vice-prefeito do município, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal. A decisão foi tomada pela Corte porque a investigação envolve recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Além do afastamento dos gestores municipais, o STF autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A Corte também determinou o afastamento de outros servidores públicos por 60 dias.
De acordo com a Polícia Federal, a operação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários voltado ao direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O foco das apurações é o contrato relacionado ao projeto de engenharia e à execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, firmado em maio de 2024 pela Secretaria Municipal de Saúde, com valor estimado em R$ 69,3 milhões.
Segundo os investigadores, o grupo teria manipulado o processo licitatório para favorecer empresas específicas e, posteriormente, desviado parte dos recursos públicos destinados à obra. Durante as investigações, foram identificados indícios de um complexo esquema de lavagem de dinheiro, com entregas físicas de dinheiro e movimentações bancárias simuladas para disfarçar a origem dos recursos. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.
Primeira fase e histórico
A primeira fase da Operação Paroxismo foi deflagrada em setembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Macapá e dois em Belém. Na ocasião, o prefeito Dr. Furlan já havia sido citado entre os alvos da investigação.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A defesa do prefeito ainda não se manifestou sobre a decisão do STF.