31 de julho de 2025
SAÚDE

Estudo aponta que canetas emagrecedoras são eficazes e seguras para adolescentes com obesidade

Revisão de nove pesquisas identificou perda de peso, melhora em indicadores cardiovasculares e baixa incidência de efeitos colaterais graves

Por Redação
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Revisão de nove pesquisas identificou perda de peso, melhora em indicadores cardiovasculares e baixa incidência de efeitos colaterais graves - Foto: Getty Images

Uma revisão de nove estudos apresentada no Congresso Internacional sobre Obesidade, realizado entre os dias 15 e 17 de julho, na Cidade do México, concluiu que medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade, conhecidos como canetas emagrecedoras, são eficazes e apresentam um perfil de segurança favorável para adolescentes com obesidade.

A análise foi conduzida por pesquisadores da University of Western Ontario, no Canadá, e reuniu dados de 756 participantes de estudos realizados nos Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Áustria até maio de 2025. Embora tenham sido incluídas crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, a idade média dos participantes variou entre 14 e 15 anos. Atualmente, esse tipo de tratamento é autorizado para pacientes a partir dos 12 anos.

Os pesquisadores avaliaram medicamentos à base de liraglutida, semaglutida e exenatida. Em média, os participantes perderam mais de cinco quilos durante o tratamento, com os melhores resultados observados entre os usuários de semaglutida.

Além da redução do peso corporal, os estudos registraram diminuição média de 2,24 mmHg na pressão arterial sistólica e redução de 2,83 batimentos por minuto na frequência cardíaca. Também foram observadas melhorias no índice de massa corporal (IMC) e na qualidade de vida dos participantes.

Segundo os pesquisadores, os efeitos adversos mais frequentes foram náuseas. Casos de vômitos e diarreia não apresentaram aumento significativo em comparação com os grupos que receberam placebo. Complicações mais graves, como pancreatite, cálculos biliares e apendicite, foram consideradas raras.

Apesar dos resultados positivos, os autores destacam que ainda são necessários estudos com um número maior de participantes e acompanhamento por períodos mais longos para confirmar a eficácia e a segurança do tratamento em crianças e adolescentes.