31 de julho de 2025
medidas imediatas

MPPE orienta Caruaru a revisar licitações de medicamentos para garantir abastecimento

Recomendação determina que editais sejam completos e evita contratações diretas sem planejamento

Por Redação
Publicado em
Prefeito de Caruaru Rodrigo Pinheiro. - Foto: Rodolfo Kosta/ Portal de Prefeitura

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) emitiu recomendação conjunta das 4ª e 2ª Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru para que a Secretaria Municipal de Saúde adote medidas imediatas e permanentes na condução de processos licitatórios de medicamentos. O órgão identificou falhas recorrentes que resultaram em licitações fracassadas ou desertas, comprometendo o fornecimento de remédios à rede pública.

O documento estabelece que todos os editais devem apresentar descrição completa do objeto, incluindo informações técnicas como princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, apresentação comercial e demais características relevantes. Também orienta que os editais diferenciem explicitamente medicamentos industrializados de preparações magistrais, quando aplicável.

Além disso, o MPPE determinou que a Secretaria e a Comissão Permanente de Licitação aprimorem o planejamento, elaborando estudos técnicos preliminares, validando termos de referência com farmacêuticos responsáveis, realizando pesquisas de preços atualizadas e submetendo os editais à revisão das áreas técnica e jurídica antes da publicação.

O Ministério Público alertou que falhas de planejamento não podem servir de justificativa para contratações diretas, uma prática que compromete a transparência e a competitividade das licitações. Também recomendou a implementação de rotinas de capacitação permanente para os servidores envolvidos nas compras públicas, observando rigorosamente a segregação de funções prevista na Lei 14.133/21.

Segundo o MPPE, a repetição de licitações mal estruturadas tem gerado atrasos e dificultado o fornecimento de medicamentos essenciais, impactando diretamente pacientes que dependem da rede pública. A recomendação visa corrigir essas falhas, garantindo que os processos sejam eficazes, transparentes e que assegurem o abastecimento da população.

O documento foi assinado pelos promotores de Justiça Sophia Wolfovitch (Saúde) e Marcus Tieppo (Patrimônio Público) e publicado no Diário Oficial do MPPE em 6 de fevereiro de 2026.